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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Regina Célia, mãe de David Luiz, na web: 'Você é um vitorioso sem taça'

Mãe do zagueiro publicou foto do filho chorando, e mandou mensagem no Instagram após a derrota do Brasil. 'Estamos juntos'

Regina Célia publicou nesta terça-feira, 8, no Instagram uma mensagem de apoio ao filho. A mãe do zagueiro David Luiz postou uma foto do momento em que o filho chorava e pedia desculpas à torcida brasileira após a derrota por 7 X 1 para a Alemanha.

"Parabéns filho! Você foi e é um vitorioso sem taça! O senhor te honrou até o final e você também! Deus seja louvado e Ele sabe de todas as coisas! Você mostrou para o mundo que é um ser humano exemplar, estamos triste porque perdemos um título, mas felizes porque o Brasil ganhou mais um homem de caráter! Estamos juntos e misturados com você e a equipe que vier para a próxima".

Apesar da derrota, David Luiz saiu da partida consagrado. Pelo menos para os famosos que lembraram em seus perfis nas redes sociais os feitos do jogador na seleção brasileira.

Mãe David (Foto: Reprodução/Instagram)
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Desculpa a todo mundo", diz David Luiz na saída do campo

Explicações para o inexplicável Zagueiro e, hoje, capitão brasileiro, o camisa 4 falou ainda no gramado do Mineirão após o vexame histórico

"Desculpa a todo mundo", diz David Luiz na saída do campo GABRIEL BOUYS/AFP

Na saída do campo no Estádio Mineirão, após a pior derrota da história da Seleção Brasileira, o hoje capitão David Luiz chorava diante das câmeras. Soluçava. O camisa 4 se desculpou várias vezes e agradeceu o apoio da torcida brasileira durante a Copa. O Brasil foi derrotado por 7 a 1 para a Alemanha.

— Eu só queria poder dar uma alegria ao meu povo. A minha gente que sofre tanto, sofre muitas coisas. Infelizmente não conseguimos. Desculpa a todo mundo. Desculpa a todos os brasileiros. Só queria ver o meu povo sorrir. Todos sabem o quanto era  importante para mim ver o Brasil inteiro feliz pelo menos por causa do futebol — declarou emocionado o zagueiro.


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Sobre o jogo, poucas palavras. David Luiz destacou o apagão sofrido pela Seleção durante a primeira etapa. Em seis minutos, o Brasil levou 4 gols.

— Eles foram melhores, se prepararam melhor e fizeram um melhor jogo. Tomamos quatro gols em seis minutos. É um dia de muita tristeza, mas de muito aprendizado também. Na vida.

Já na saída de campo, o zagueiro assumiu parte da responsabilidade pela histórica goleada sofrida.

— Na minha vida eu aprendi a ser homem em todos os momentos. Não vou fugir de nada. Vou assumir tudo. E nunca vou desistir. Um dia, vou agradar a esse povo todo de alguma forma — concluiu o jogador antes de se dirigir ao vestiário.

Em fotos, o baile alemão em Belo Horizonte:

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domingo, 23 de junho de 2013

Polícia indicia manifestante por confronto na prefeitura do Rio

Fotos mostram homem armado com barra de ferro.
Administrador de empresas teve prisão temporária pedida.

A Polícia Civil indiciou, na noite de sábado (22) o administrador de empresas Gabriel Campos Pessoa de Mello, de 29 anos, pelos crimes de lesão corporal, ameaça, dano ao patrimônio, incitação ao crime e formação de quadrilha, por envolvimento na confusão que marcou o início dos confrontos e atos de vandalismo na quinta-feira (20) em frente ao prédio do Centro Administrativo da Prefeitura do Rio, na Avenida Presidente Vargas.

Segundo informou a Polícia Civil neste domingo (23), o delegado adjunto da Delegacia da Rua Gomes Freire, Antônio Bonfim, solicitou no início da madrugada, no plantão judiciário, a prisão temporária por cinco dias de Gabriel.

Ainda de acordo com a polícia, ao inquérito enviado ao Ministério Público e à Justiça estão anexadas fotos que mostram Gabriel em várias situações: armado com uma barra de ferro na mão, em luta com outros homens e também afrontando policiais militares a cavalo que faziam a proteção do prédio.

Também com base em imagens registradas em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a 5ª DP (Mem de Sá) pediu à Justiça na noite de sexta-feira (21) a prisão temporária de cinco homens que aparecem em atitudes criminosas durante a manifestação de segunda-feira (17). O pedido foi negado pelo juízo do plantão judiciário, segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil.

No Leblon, manifestantes que na noite de sexta-feira (21) se reuniram em frente à residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon, na Zona Sul do Rio, permanecem no local na manhã deste domingo (23), acampados na Avenida Delfim Moreira, na altura da Rua Aristides Espínola. A via está fechada para a área de lazer tradicional dos domingos.

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Balanço preliminar da PM registra 32 prisões em Belo Horizonte

Detenções ocorreram das 15h de sábado (22) às 5h de domingo (23).
Setenta mil pessoas participaram de manifestação na capital mineira.

Um balanço preliminar divulgado, neste domingo (23),  pela Polícia Militar (PM) registra que 32 pessoas foram presas em Belo Horizonte em ocorrências relacionadas ao protesto deste sábado (22), que levou cerca de 70 mil pessoas às ruas. Os dados consideram detenções feitas das 15h de ontem até as 5h deste domingo (23). A maioria está relacionada a danos ao patrimônio público na área central da capital mineira, conforme informou a polícia.

A manifestação em Belo Horizonte, apesar de pacífica em grande parte do sábado, foi marcada pelo confronto entre policiais e manifestantes exaltados. Treze pessoas estão internadas em hospitais com ferimentos leves a muito graves, além de cinco policiais que também foram feridos.

22/06 - Manifestantes (abaixo) montam barricada durante enfrentamento com a Polícia Militar neste sábado, em Belo Horizonte (Foto: Alexandre C. Mota/Reuters)Manifestantes (abaixo) montam barricada durante enfrentamento com a Polícia Militar neste sábado, em Belo Horizonte (Foto: Alexandre C. Mota/Reuters)

No fim da noite de sábado (22), a Polícia Militar disse, em nota, que estava sendo obrigada a utilizar da força para reprimir a atuação de aproximadamente 500 marginais que praticavam atos de vandalismo no Centro de Belo Horizonte, como a depredação de equipamentos públicos e estabelecimentos comerciais. A corporação também informou que não mediria esforços para reprimir esses atos criminosos e prender os responsáveis. Por fim, destacou que tem a orientação do governo de assegurar que as manifestações populares transcorram de forma ordeira e pacífica.
Confronto em Belo Horizonte
O cruzamento das avenidas Antônio Carlos e Abraão Caram, na região da Pampulha, próximo ao Mineirão, virou uma cena de guerra, com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo lançadas pelos policiais, após uma chuva de pedras jogadas por alguns manifestantes na barreira formada pelos militares. Os PMs usaram, além das bombas, balas de borracha, a Cavalaria e a Tropa de Choque para conter a desordem. Enquanto isso, os vândalos, que não representam a maioria do protesto, ateavam fogo em objetos, e revidavam com mais pedras. Eles resistiram por mais de duas horas no local, até que a confusão se dissipasse.

O protesto começou na Praça Sete, por volta das 10h, quando já era possível ver a movimentação. Muitas bandeiras do Brasil eram vistas. A alegria estava em gritos de guerra bem humorados, mas não sem deixar claro os alvos do protesto.

Bandeiras LGBT foram erguidas durante protesto. (Foto: Sara Antunes/G1)Bandeiras LGBT foram erguidas durante protesto
(Foto: Sara Antunes/G1)

Além de protestar contra os recursos destinados para a realização da competição, eles reclamam dos R$ 0,05 de redução nas passagens de ônibus anunciados pelo prefeito Marcio Lacerda. Outras pautas estão na manifestação, entre elas o fim da chamada PEC 37, emenda que muda a Constituição e determina que somente as polícias sejam responsáveis por investigações; o Estatuto do Nascituro. Os manifestantes também são contra a proposta de lei aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados conhecida como "cura gay", contra a precariedade da saúde pública, contra a falta de qualidade na educação e os baixos salários dos professores, contra a violência policial e contra a fome e a miséria.

Uma multidão invadiu as avenidas Afonso Pena e Antônio Carlos, passando pela Praça da Estação. Um mar de gente seguiu até o Hospital Belo Horizonte, onde cantaram “Carinhoso”, para os internados. Depois, cantaram uma versão da música com letra de protesto. O barulho diminuiu em uma atitude de respeito.

As 70 mil pessoas foram até a Pampulha, quando a situação ficou mais tensa. Uma reportagem do MGTV 2ª edição mostra a barreira de policiais militares na Avenida Abrão Caram, próximo à rotatória do Ginásio Mineirinho. Neste momento, várias pedras são atiradas, e os policiais resistem. Minutos depois, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo são lançadas, para dispersar os manifestantes. Os mais exaltados voltam para o ponto de início do confronto, e mais bombas foram lançadas. Concessionárias foram depredadas, uma delas totalmente destruída.

No campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a segurança foi feita pelo Exército Brasileiro, já que é considerado território federal. Várias pedras foram lançadas para dentro da grade. Mas nenhuma confusão importante foi registrada dentro da universidade.

Um batalhão do Corpo de Bombeiros, na Avenida Antônio Carlos, sofreu uma tentativa de invasão. Alguns manifestantes contiveram um grupo mais exaltado até a chegadada da Tropa de Choque, quando a situação foi resolvida.

A Cavalaria precisou entrar em ação, e o confronto demorou a ser controlado. Vândalos seguiram de volta para a Praça Sete, onde atos de violência e baderna foram registrados. Várias lojas foram depredadas. A Polícia Militar, com a Tropa de Choque, ocupou as ruas do centro para impedir novos atos de vandalismo.

Belo Horizonte – Homem ferido na região do estádio do Mineirão é auxiliado por policiais; estádio recebeu neste sábado jogo México x Japão, válido pela Copa das Confederações (Foto: Sergio Moraes/Reuters)Homem é ferido na região do estádio do Mineirão
(Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Entre os manifestantes, um senhor foi atingido na cabeça, e saiu protegido por policiais. Treze pessoas estão internadas em hospitais de Belo Horizonte. No Risoleta Neves, três dos feridos estão em estado mais grave, após caírem de um viaduto. Um deles corre risco de ter alguma sequela motora. Outra jovem levou uma bala de borracha e está com fratura na face.

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Crianças pintam bandeira em frente ao Congresso em ato por país melhor

erca de 400 pessoas, entre adultos e crianças, participaram de evento.
Manifestação é apoio a atos em todo o país por melhores condições de vida.

Do G1 DF

Crianças participaram da confecção de cartazes e pintaram uma bandeira do Brasil em frente ao gramado do Congresso (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)Crianças participaram da confecção de cartazes e pintaram uma bandeira do Brasil em frente ao gramado do Congresso. Ato pediu respeito ao direito das crianças. (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
Meninos e meninas de diversas idades participaram da manifestação, que demonstrou apoio a protestos em todo o país por melhores condições de vida (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)Meninos e meninas de diversas idades participaram da manifestação, que demonstrou apoio a protestos em todo o país por melhores condições de vida. Grupo pretende entregar para a presidente Dilma Rousseff documento com reivindicações relacionadas às crianças. (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
Criança com mensagem por um futuro melhor participa de pintura (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)Criança com mensagem por um futuro melhor participa de pintura (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
Bebê também participou da manifestação na manhã deste sábado (22) em Brasília (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)Bebê também participou da manifestação na manhã deste sábado (22) em Brasília (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
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sábado, 13 de abril de 2013

Marco Feliciano está fortalecido', revista Exame aponta três evidências que comprovam isso

A Revista Exame, publicação quinzenal da Editora Abril, publicou no dia 10 de abril a matéria intitulada ‘3 evidências de que Feliciano está fortalecido na comissão’. A matéria destaca que uma renúncia passa a ser improvável e que a oposição “não sabe o que fazer” com o apoio a Feliciano que só aumenta. Dias atrás, a Folha de São Paulo publicou um artigo semelhante, de autoria do pastor Silas Malafaia.

Desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o deputado pastor Marco Feliciano tem sido alvo de muitos protestos e críticas. Cultos com o pastor chegaram a ser cancelados e essa semana um casal de lésbicas se beijava enquanto ele estava no púlpito.

Passada a tensão inicial, há veículos de comunicação que tem afirmado seu fortalecimento. A Revista Exame analisa os três pontos, que segundo a reportagem, deixaram o deputado pastor Marco Feliciano mais forte à frente do cargo.

Como primeira evidência, o jornalista Marcos Prates aponta que a Câmara desistiu de retirá-lo da presidência. Em segundo, é relatado que o Partido Social Cristão (PSC) o apoia – com pretensões presidenciais.

“Mas o fato é que o PSC percebe hoje que a polêmica tem lhe rendido frutos e pressionar Feliciano começa a ser prática do passado. Parte do eleitorado vê a situação do pastor como uma defesa intransigente e necessária da família brasileira”, ressalta Marcos Prates.

E o terceiro e último ponto forte acrescentado pelo jornalista é de que tem aumentado o eleitorado e o apoio dos evangélicos. Marcos ressalta que as manifestações em favor de Marco Feliciano “agem como uma espécie de contrabalanço” para o parlamentar.

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Essa semana a Convenção das Assembleias de Deus aprovou uma moção de apoio à permanência de Feliciano na CDHM. O documento será encaminhado para a presidente Dilma Rouseff e a Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados.

“Com todas essas evidências, o destino de Feliciano à frente da Comissão ainda pode trazer surpresas e reviravoltas. Neste momento, no entanto, sua permanência parece mais fortalecida que há alguma semanas. E ele também mostra que está mais cauteloso”, finaliza.

“Pergunto: se a oposição pode acusar os que discordam deles de homofóbicos e racistas, por que o povo evangélico não pode chamar essa perseguição de evangelicofobia? Dentro desse Estado democrático de direito, onde a maioria é cristã, a democracia só vale para a minoria? O fato é que os ativistas gays e seus defensores não suportam o debate. Pode-se falar mal do presidente da República, do Judiciário, dos católicos, dos evangélicos, mas, se criticarmos a prática homossexual, somos rotulados de homofóbicos”, falou Silas Malafaia em apoio a Feliciano em artigo publicado na Folha de São Paulo. O artigo é intitulado ‘Marco Feliciano é a bola da vez’.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

“Imprensa brasileira tem visão estereotipada e preconceituosa dos evangélicos”, diz jornalista da Folha, ao comentar cobertura do caso Feliciano

A forma como a mídia tem tratado o caso do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de racismo e homofobia e pressionado a renunciar ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), ganhou destaque em alguns veículos.

A jornalista Suzana Singer, da Folha de S. Paulo, é ombudsman do jornal – cargo que confere a ela a obrigação de procurar excessos e falhas nas publicações do veículo – e publicou um artigo criticando a postura adotada pela maior parte da imprensa no caso em questão.

Suzana diz que os protestos feitos por artistas contra Feliciano ganharam “amplo espaço na mídia”, e pondera dizendo que é “difícil é ouvir argumentos a favor do pastor”, justamente por falta de divulgação.

“A Folha publicou, na semana passada, uma entrevista com Feliciano e um artigo em que Silas Malafaia defende seu colega pastor – o próprio deputado já tinha escrito em ‘Tendências/Debates’ em março. É pouco perto das dezenas de textos negativos (reportagens, colunas e editorial) publicados desde que o caso estourou. A impressão que se tem, lendo jornais, revistas e navegando na internet, é que há unanimidade contra o deputado do PSC. Falta dar espaço às vozes dissonantes daqueles que criticam a cobertura da mídia e se recusam a entrar na corrente ‘anti-Feliciano’”, escreveu a jornalista e ombudsman da Folha.

Em seu texto, Suzana reproduz o comentário de uma leitora, que inconformada com a forma como a cobertura do caso vem sendo conduzida, critica pontualmente a imprensa: “Vivemos uma época de patrulhamento. A imprensa elevou o deputado à categoria de pop star. Estou me lixando para ele, mas não concordo com a forma como é tratado. O jornal não cita a profissão de nenhum parlamentar, mas Feliciano é sempre ‘pastor’, o que impõe uma carga pejorativa à palavra. Há um estereótipo do evangélico repetido à exaustão na mídia”, escreveu a advogada Patrícia Marinelli.

Suzana Singer encerra seu artigo mencionando que “é importante reconhecer que a cobertura do caso Feliciano ganhou ares de linchamento”, e completa dizendo que “não há dúvida de que existe na grande imprensa brasileira uma visão estereotipada e preconceituosa dos evangélicos”.

O juiz de direito e eleitoral José Herval Sampaio Junior publicou um artigo sobre o caso, em seu espaço no portal Atualidades do Direito, e também criticou a forma como o caso vem sendo tratado, ressaltando que os direitos de Marco Feliciano enquanto cidadão estão sendo quebrados.

Segundo Sampaio Junior, os manifestantes sociais contrários a Feliciano, “infelizmente nesse caso estão a desrespeitar de modo contundente o direito de um cidadão”, pois “estão ultrapassando o limite do tolerável e colocando em xeque um dos maiores direitos de todas as pessoas, quer físicas ou jurídicas, o devido processo legal em sua acepção substancial”.

O juiz Sampaio Junior refere-se, em seu texto, à condução da divulgação do caso em que é acusado de racismo e homofobia, como “vilipêndio” aos direitos de Marco Feliciano, pois ele “sequer está sendo processado no que tange as possíveis falas e não foi condenado ainda no que concerne aos outros fatos”, e classifica como “inadmissível que o mesmo possa sofrer as consequências que infelizmente vem ocorrendo”, pondera.

“Em momento algum temos qualquer tipo de procuração do referido senhor para sua defesa e muito menos estamos a mencionar no presente instrumento que as suas possíveis falas não sejam preconceituosas ou até mesmo não tenha sua pessoa cometido os crimes que responde perante o Supremo Tribunal Federal. Não fazemos isso por vários motivos também, ressaltando mais uma vez somente um e talvez o mais importante, não conhecemos com a propriedade que se requer nenhum desses fatos, ou seja, não nos preocupamos em avaliar substancialmente as suas falas e nem mesmo as possíveis condutas criminosas do mesmo como pastor evangélico”, contextualiza o juiz Sampaio Junior.

A publicação de opiniões como essas em veículos da grande mídia podem significar que não apenas políticos, mas também os próprios jornalistas, estejam notando que a forma como o caso foi conduzido fortaleceu Marco Feliciano. De acordo com Marco Prates, jornalista da revista Exame, “a situação do pastor agora pode ser considerada, de certa forma, mais estável e segura”.

Prates diz que “baixada a poeira da pressão nas ruas (que ainda continua), das petições na internet e da própria pressão política exercida pelos outros deputados, vê-se que nada foi capaz de tirá-lo de lá”.

O artigo publicado na Exame afirma que “para desgosto dos movimentos ligados aos direitos humanos [...] evidências nesta semana apontam para um Feliciano fortalecido na presidência da comissão, após passar por todo o tipo de intempéries que poderiam ter sido fatais ao cargo, como as revelações de vídeos com falas desastradas e a existência de processos no STF”.

O jornalista complementa dizendo que “o fato é que as manifestações de apoio já agem como uma espécie de contrabalanço para a situação do deputado”.

O juiz Sampaio Junior conclui que não se pode aceitar a forma como Feliciano vem sendo tratado: “Não podemos aceitar calados como cidadão que somos o vilipêndio flagrante que estamos assistindo diuturnamente ao devido processo legal, daí o dever de denunciarmos como ora fazemos, mesmo com o patente risco de sermos mal compreendidos”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Coreia do Norte ameaça atacar as principais cidades do Japão

País promete transformar território japonês em 'campo de batalha'.Japão instalou bateria antimisseis contra ameaças norte-coreanas.

A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira (10) transformar o Japão em um "campo de batalha", com possíveis ataques a suas principais cidades, entre elas Tóquio, Osaka e Kioto, caso os japoneses produzam movimentos que provoquem o início de um conflito armado.

Em um editorial publicado pelo jornal "Rodong Sinmundo", pertencente ao partido único norte-coreano, o regime ameaça causar a "destruição" do Japão se esse país agir politicamente contra a Coreia do Norte, em um momento de elevada tensão na Península Coreana pelas contínuas ameaças bélicas norte-coreanas a Estados Unidos e Coreia do Sul.

"O Japão está perto do nosso território e, portanto, não poderá fugir dos nossos ataques", detalha o editorial, que cita cinco cidades japonesas, nas quais se encontra um terço dos 127 milhões de japoneses, como possíveis alvos militares.

Imagem aérea mostra as unidades Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3), o sistema de interceptação de mísseis do Japão, instalados frente a ameaças da Coreia do Norte. (Foto: Kyodo/Reuters)Imagem aérea mostra as unidades Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3), o sistema de interceptação de mísseis do Japão. (Foto: Kyodo/Reuters)

O editorial norte-coreano denuncia que o Japão posicionou vários contingentes militares na costa em frente ao país comunista, e promete que "se houver um ato de guerra, todo o território do arquipélago japonês se transformará em um campo de batalha".

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Pyongyang também reitera sua ameaça contra as bases militares dos EUA em território japonês: "o Exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer saltar pelos ares as bases militares não só no Japão como em outras áreas da região Ásia-Pacífico".

"O atual regime japonês está optando pelo risco militar, intensificando sua política hostil à Coreia do Norte, em linha com a política dura dos EUA de reprimir com a força das armas", assinala o editorial.

Na terça-feira (9), perante a possibilidade de Pyongyang realizar em breve testes de mísseis, o Japão desdobrou no centro de Tóquio sistemas antimísseis terra-ar.

Esses sistemas instalados na capital serviriam para derrubar projéteis no caso de um hipotético ataque escapar dos destróieres que o Japão tem localizados no Mar do Japão.

O fechado regime comunista norte-coreano aumentou, nas últimas semanas, a retórica belicista contra seus adversários EUA e Coreia do Sul, em resposta às novas sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o país, por conta de seu terceiro teste nuclear.

A Coreia do Norte também protesta contra os exercícios militares conjuntos feitos por EUA e Coreia do Sul em território sul-coreano.

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Marco Feliciano faz coração para manifestantes Comissão vai 'de vento em popa', mas é 'vazia de projetos', diz Feliciano

Tumulto voltou a marcar sessão da Comissão de Direitos Humanos. Deputado transferiu reunião para sala fechada para evitar manifestantes.

 
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP)  gesticula para manifestantes durante reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. (Foto: Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo)O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) gesticula
para manifestantes durante reunião da Comissão
de Direitos Humanos da Câmara
(Foto: Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo)

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou nesta quarta (10), após o encerramento de reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da qual é presidente, que a comissão está indo "de vento em popa", embora ele mesmo afirme que é "vazia de projetos".

Devido ao tumulto (veja no vídeo abaixo) provocado pela presença de ativistas pró e contra Feliciano, o deputado transferiu a sessão da comissão para uma sala fechada, já que os parlamentares não conseguiam falar devido às manifestações. O presidente da comissão é contestado em razão de declaração interpretadas como racistas e homofóbicas e rejeitou apelo de líderes partidários para que renunciasse.

Após o término da reunião, Feliciano afirmou que já esperava a ocorrência de tumulto com a presença de manifestantes.

"Hoje aprovamos audiências públicas e requerimentos. A Comissão de Direitos Humanos está indo de vento em poupa, graças a Deus. A confusão já era esperada, mas já tínhamos requerimento para que pudéssemos usar o regimento. A ordem foi garantida", disse.

Indagado sobre o motivo de a comissão só ter analisado requerimentos e não projetos de lei, o deputado do PSC afirmou: "A comissão é vazia de projetos. Temos meia dúzia de projetos, a maioria deles polêmicos  que, neste momento, só criaria uma celeuma.  A Comissão de Direitos Humanos precisa ter projeto de integridade na sociedade".

Ao assumir a presidência da comissão, Feliciano retirou da pauta projetos polêmicos previstos para votação. Um deles prevê  a convocação de um plebiscito para consultar a população sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo.

 

Outra proposta que constava na pauta, de autoria do deputado André Zacharow (PMDB-PR), estabelece que os eleitores brasileiros respondam à seguinte questão: "Você é a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo?". A relatora da proposta é a deputada Erika Kokay (PT-DF), parlamentar ligada a entidades que defendem os direitos dos homossexuais.

O projeto começou a ser apreciado pelos integrantes da comissão em dezembro. Porém, a votação foi suspensa por um pedido de vista (mais tempo para analisar) do deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF).

Também está em tramitação na comissão projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que define de forma mais objetiva os crimes resultantes de "discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem". Tramitando desde 2005 no Congresso Nacional, a proposta também é relatada pela deputada Erika Kokay.

Constava ainda da pauta que foi alterada por Feliciano projeto de lei que criminaliza a suposta discriminação contra "heterossexuais".

Idealizada pelo líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), membro da bancada evangélica da Câmara, a proposta determina que as medidas e políticas públicas antidiscriminatórias se atentem para o alegado preconceito contra heterossexuais.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Feliciano diz que não renuncia, mas que reabrirá sessões de comissão

Feliciano diz que sai se petistas renunciarem Deputado foi a reunião de líderes, que pediram a ele que renunciasse.
Feliciano aceitou reabrir sessões da Comissão de Direitos Humanos.

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disse nesta terça (9), após participar da reunião de líderes partidários na Câmara, que não renunciará à presidência da Comissão de Direitos Humanos, mas reabrirá para o público as sessões do órgão.

Os líderes convidaram Feliciano para a reunião a fim de tentar convencê-lo a renunciar à presidência da comissão, em razão das manifestações de protesto pelo país, motivadas por declarações do deputado consideradas homofóbicas e racistas.

Feliciano aceitou somente reabrir para o público as sessões da comissão, fechadas após aprovação de requerimento de autoria do próprio deputado. O argumento usado para restringir o acesso às reuniões tinham sido os tumultos provocados pela presença nas sessões de manifestantes pró e contra o deputado.

"Amanhã [quarta], nós vamos reabrir a sessão. Sessão aberta. Se houver manifestação, vamos ao artigo 272 do regimento", afirmou Feliciano. O artigo citado pelo deputado diz que cabe ao presidente de comissão zelar pela "ordem" das reuniões do colegiado.

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Indagado sobre a decisão de não renunciar, o parlamentar do PSC afirmou: "Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Me dêem uma chance de trabalhar."

De acordo com o blog do jornalista Gerson Camarotti, na reunião, Feliciano reagiu ao apelo dos líderes dizendo que só renunciaria se os deputados João Paulo Cinha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, também renunciassem aos postos que ocupam na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Feliciano afirmou que tem tentado viver "um dia de cada vez" e que perdeu muito peso desde que assumiu o posto de presidente da Comissão de Direitos Humanos.

"Eu estou tentando viver. Cada dia é um dia. Estou com seis quilos a menos. Olha como eu estou. Quero uma chance de trabalhar", disse.

A reunião
Na abertura da reunião na presidência da Câmara, o líder do PSC, André Moura (SE), sugeriu que as lideranças da Casa falassem primeiro.

Feliciano ouviu em silêncio apelos para que renunciasse e discursos de apoio. Quando os líderes encerraram as falas, ele disse que não sairia.

Os líderes de PSB, PC do B, PSOL, PDT e PPS foram os mais enfáticos nas críticas a Feliciano. Dos grandes partidos, apenas os líderes de PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e PSD, Eduardo Sciarra (PR), minimizaram as manifestações de protesto e disseram que, regimentalmente, o deputado tem o direito de permanecer à frente da comissão.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), advertiu Feliciano, segundo relatos dos líderes, que era antirregimental a decisão de limitar o acesso do público às sessões da comissão.

O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), relatou que, diante das cobranças, Feliciano pediu que os colegas de Legislativo tivessem “misericórdia” com ele. Ainda de acordo com Valente, o deputado, que é pastor, se disse “perseguido” em razão de suas posições religiosas e que prometia, daquele momento em diante, não protagonizar mais nenhum episódio polêmico.

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Deputado diz que Feliciano sofre preconceito por ser evangélico

Takayama é do PSC-PR e contestou a afirmação de que todos os evangélicos são homofóbicos

Deputado diz que Feliciano sofre preconceito por ser evangélico

Para o deputado federal Takayama (PSC-PR), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) está sofrendo preconceito por ser evangélico já que nunca houve manifestações contrárias aos demais deputados que assumiram a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

A fala do deputado aconteceu na segunda-feira (8) durante uma sessão no plenário da Câmara que prestava uma homenagem à Igreja Assembleia de Deus.

“Nós nunca nos opusemos aos simpatizantes da homossexualidade ou de qualquer outra visão estar ocupando a presidência de comissões, mas quando temos a oportunidade de colocar um presidente em uma comissão, querer dizer que não podemos? Vale a pena a reflexão sobre toda essa situação”, disse.

Takayama chegou a enviar um recado aos líderes partidários da Câmara dos Deputados que se reuniram nesta terça-feira (9) com Feliciano para tentar forçá-lo a renunciar: “Se deixar prevalecer meia dúzia de ativistas porque não têm visão igual a nossa, podemos colocar dois, três quatro milhões de cristãos na porta dessa Casa”.

Na visão do deputado, ao permitir tais manifestações contra Feliciano, a Câmara está abrindo precedentes que poderão atingir no futuro outros setores da Casa.

O deputado paranaense também citou que estão considerando todos os evangélicos como homofóbicos, uma afirmação falsa. “Se querem colocar essa pecha, não vão nos colocar. Não amamos a prática.” Com informações Folha de SP.

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Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará

Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará

Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará

Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará. Após reunião dos líderes dos partidos com representação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) decidiu não renunciar ao cargo de presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), posto que ocupa há um mês sob protestos.

“Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Pedi uma chance de poder trabalhar. Vou mostrar o trabalho”, afirmou Feliciano após a reunião desta manhã.

Depois de reunião de cerca de duas horas com líderes partidários, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) manteve sua disposição de continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e cedeu apenas aos apelos para que a realização de reuniões fechadas na comissão não seja uma regra.

O colégio de líderes acabou se dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos para que continuasse no cargo. Na reunião, o pastor chegou a ironizar que só deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP) saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A reunião ocorreu sob clima de forte tensão. Diferente do esperado, porém, não houve uma pressão maciça por uma renúncia. Líderes de PMDB, PR, PSD, PRB e PMN defenderam que o pastor tinha o direito de continuar no cargo. Do outro lado, além do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficaram, basicamente, os líderes de PT, PPS, PDT, PCdoB e PSOL. Alguns líderes não chegaram a se pronunciar diante da insistência do pastor em continuar. O PSDB tomou uma decisão partidária de nem sequer participar do encontro após avaliar não haver saída regimental para resolver o problema.

Segundo o relato de parlamentares, Feliciano portou-se como vítima de uma perseguição. Afirmou que nada ia demovê-lo da posição de comandar a comissão e chegou a pedir “misericórdia” dos adversários. O pastor chegou a dizer que irá se policiar em declarações futuras. Ele cedeu apenas ao apelo para que recuasse da decisão de fechar todas as reuniões da comissão. Feliciano disse que fará reuniões abertas, mas que pode recorrer novamente a medidas como a retirada de manifestantes ou a mudança de plenário caso os protestos impeçam o trabalho do colegiado.

Os deputados contrários à permanência de Feliciano defendem a partir de agora que se busque uma alternativa regimental para permitir a retirada de um presidente de comissão. Pelas regras atuais, isso só é possível ao final de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Na saída da reunião, dois deputados bateram boca de forma agressiva. Ivan Valente, líder do PSOL, dava entrevista com críticas a Feliciano e foi interrompido por gritos de Jair Bolsonaro (PP-RJ). “Você é um torturador, deveria estar preso”, reagiu irritado Valente. “Se você tivesse participado daquele momento estaria no saco, imbecil”, disse Bolsonaro. “Torturador”, rebateu Valente. “Se tem alguma prova denuncie”, afirmou o deputado do PP.*Informações  DAM24 / Uol

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pastor Marco Feliciano causa polêmica ao receber diploma de defensor dos Direitos Humanos

http://noticias.gospelmais.com.br/files/2013/04/diploma-feliciano.jpg

Na última semana o pastor Marco Feliciano, recebeu do presidente da Federação Brasileira de Direitos Humanos (FBDH), Elizeu Rosa, o diploma de defensor de direitos humanos. Porém a diplomação do pastor tem causado polêmica, porque Rosa é investigado pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal por estelionato.

A Polícia Federal protocolou, em 2009, uma Ação Civil Pública contra outra entidade também presidida por Rosa, Conselho Federal de Defesa dos Direitos Humanos (CFDDH), acusando de fazer “uso ostensivo de insígnias e outros símbolos oficiais, embora não mantenham qualquer vínculo ou parceria com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos”, segundo informações do jornal O Globo.

Na ação o conselho é acusado de “mediante pagamento, nomeia delegados, conselheiros, comissários e agentes de direitos humanos, investindo-os de fantasiosos poderes de Estado e fornecendo indumentária própria de polícia, como coletes, carteiras funcionais, botons e viaturas”.

- Eles começaram a divulgar um curso pago, em que ao final, concedem um título de delegado. As pessoas se acham no direito de fazer intervenções usando distintivos de delegados dos direitos humanos. Usam coletes com a frase: protegido pelo Decreto 6044. Dão carteirada, sem ter convênio algum com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos – acusa Carvalho, que diz também que a federação é ligada ao segmento evangélico e é conhecida por suas posições conservadoras.

A psicóloga Marisa Lobo saiu em defesa do pastor, publicando em seu Facebook uma nota na qual afirma que “a Federação Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos esclarece em seu site que está registrada no Ministério da Justiça sob o número 08071.001848/2011-95”. A psicóloga diz ainda que, de acordo com o documento, “a partir de agora, o deputado-pastor ‘passa a gozar de todas as prerrogativas inerentes ao cargo’ de defensor dos direitos humanos”.

- Tomando-se a sério o “diploma”, Feliciano agora tem as costas esquentadas pelo Planalto e até, veja você, pela ONU. Tremei, pecadores! – finaliza Marisa Lobo.

Tumulto na Bahia

Marco Feliciano continua sendo alvo de manifestações também fora das sessões da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. No fim da semana Feliciano foi alvo de protestos ao sair da Igreja Batista Avivamento Profético, em Salvador, onde esteve para participar de um culto que integrou o 20° Congresso do Poder Impacto Espírito Santo.

De acordo com o “O Globo”, Feliciano saiu do local tentando esconder a cabeça com seu paletó para não ser reconhecido, com o objetivo de escapar do assédio de manifestantes ligados a grupos homossexuais que protestavam contra ele do lado de fora do templo.

No local, Feliciano era acompanhado pelo deputado estadual e pastor Isidório de Santana (PSB). “Ex-gay”, Santana afirmou que Marco Feliciano estava sendo alvo de perseguição religiosa, e Chamou os manifestantes contrários a Feliciano de “Zé Povinho”, e disse que não seriam abençoados por Deus por aceitarem o “sexo sujo”, como qualificou a relação homossexual.

Por Dan Martins, para o Gospel+

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Marco Feliciano para presidente?

A visibilidade que o PSC ganhou com o caso do deputado Marco Feliciano (SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara fez o partido começar a sonhar com outra presidência: a da República.  Tradicional coadjuvante nas alianças capitaneadas pelo PMDB, seu maior aliado, o PSC já fala em lançar candidato próprio à sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014. A candidatura faz parte da estratégia do partido de ampliar as bancadas federais e eleger, pelo menos, um governador. Internamente, Feliciano e o vice-presidente e homem forte do PSC, pastor Everaldo Pereira, disputam a vaga de candidato.

“A decisão é que teremos candidatura própria à presidência da República”, afirma Everaldo. “Ser inteligente é fazer o que outros inteligentes fizeram. E o PT foi inteligente em fazer o Lula ser candidato à Presidência três vezes, antes de ganhar a eleição”, completa. Cauteloso, ele desconversa ao ser questionado sobre a própria candidatura: “Sou soldado do PSC, que é um partido democrático. Todos os que quiserem podem disputar”.

Embora o nome de Everaldo seja referendado pelas principais lideranças, Marco Feliciano também colocou seu nome à disposição do partido. Em uma reunião de presidentes de diretórios em Salvador no ano passado, ele declarou que conhece bem o Brasil, já que percorre todo o país em suas pregações a milhares de pessoas, o que lhe daria condições de impulsionar a candidatura. Recentemente, seus apoiadores passaram a estimular a ideia nas redes sociais. Mesmo assim, aliados e companheiros de partido defendem que o deputado aproveite o destaque e volte à Câmara com uma votação estrondosa. “Do jeito que conheço o meio evangélico, o Feliciano se elege com mais de um milhão de votos no ano que vem e traz com ele uns três deputados”, diz o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Ainda o beijo na boca e uma democracia sob tutela. Ou: Abaixo o fascismo ilustrado!

Eu sou pelo beijo na boca. Desde que seja consensual, beijo na boca é sempre a favor. O que acho estranho é a modalidade “beijo na boca contra” — contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), por exemplo, como fizeram as atrizes Fernanda Montenegro e Camila Amado. Aliás, se o Brasil sair se beijando para pressionar Feliciano a renunciar, não vejo nada demais. O que não é possível é transformar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara num circo porque, afinal, os manifestantes não concordam com as ideias do presidente. O Brasil aboliu, a duras penas, o delito de opinião. Se boa parte da imprensa se esqueceu disso, faço questão de lembrar.

Quando o delito de opinião foi extinto, também os adversários passaram a gozar da licença de dizer o que pensam. E há pessoas que são contrárias ao casamento gay. E daí? “Casamento” não é direito natural. É um jeito que a sociedade tem de organizar as famílias. Mundo afora, as sociedades determinam o que pode e o que não pode, havendo, sim, “discriminações” aceitas como medida de prudência. Ninguém pode se candidatar à Presidência da República ou ao Senado com menos de 35 anos, por exemplo. É uma combinação. Pessoalmente, não vejo por que os gays não podem se casar. Feliciano não pensa como eu. E caberia perguntar àqueles que aderiram ao linchamento moral onde está escrito que ele está proibido de dizer o que pensa.

Essa chacrinha é vergonhosa! É típica de uma democracia que está vivendo sob tutela — sob a tutela, no caso, de grupos militantes. Um país em que os petistas João Paulo Cunha e José Genoino — condenados pelo STF por levezas como peculato, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro — são membros da Comissão de Constituição e Justiça está com sintomas de esclerose política, isto sim! E um deputado vira o inimigo público nº 1 dos grupos militantes e da imprensa porque se opõe ao casamento gay? Ora, tenham paciência!!! Não estou aqui demonizando protestos, não! Que os manifestantes ocupem o gramado do Congresso, a Esplanada toda; que Fernanda Montenegro beije Camila Amado e quantas outras lhe der na telha; que a turma se junte lá na ABI para dizer o que pensa. Tudo isso é do jogo democrático. O que não dá é para se comportar como tropa de choque.

O ex-BBB Jean Wyllys (PSOL-RJ), um dos organizadores da bagunça no Congresso, foi eleito com pouco mais de 13 mil votos. Já tinha entrado na categoria das sub-subcelebridades, depois de micar na TV como jornalista e apresentador. Aí se aventurou na política. Foi malsucedido, sim. Seus 13 mil votos não o elegeriam vereador numa cidade média. Só está na Câmara porque se aproveitou da votação de Chico Alencar (RJ), seu colega de partido. O sistema proporcional permite essas coisas. Está lá, portanto, legalmente. Não estou contestando. E não terá dificuldade de se reeleger em 2014. Ele transformou a Câmara num BBB, atraindo para si os holofotes. A exemplo do que acontece na “ vida real, porém roteirizada” do programa de TV, estamos numa vitrine para a exposição de bonzinhos e malvados. Como falta à Casa um Pedro Bial para explicar dialética às massas (e não falo em sentido irônico, não), mostrando o que há de bonzinho no mauzinho e de mauzinho no bonzinho, a Câmara dos Deputados se transforma num BBB do Mal.

Wyllys está no seu elemento. Foi se fazendo de vítima ativa que conquistou os brasileiros no BBB. Os bucéfalos que o hostilizaram porque era gay jogaram o seu jogo, conforme ele queria. Descobriu o poder da vítima — e nada é mais eficaz (a depender do caso, também é perigoso) do que uma “vítima” no ataque. Cria-se uma coisa curiosa: por mais, então, que essa vítima disponha de todos os meios para massacrar o outro, para espezinhá-lo, para ridicularizá-lo, continua… “vítima”. Essa condição deixa de ser um estado transitório para virar uma categoria: categoria política, categoria de pensamento, categoria moral, categoria espiritual.

Quem é que tem hoje a imprensa na mão? Quem mobiliza os formadores de opinião? Quem é o dono do falso consenso (sim, um plebiscito diria o que pensa maioria)? É Feliciano? Não! Essa personagem poderosa, hoje, é Jean Wyllys — como poderoso ele se tornou na “casa mais vigiada do Brasil”. Louvo a sua esperteza, claro!, e lamento a estupidez destes dias, em que os critérios elementares do que é democracia foram esquecidos.

Vejam os jornais desta quinta. Aquele rapaz que chamou Feliciano de “racista” — o deputado lhe deu voz de prisão, o que podia, sim, fazer ali, mas ele não foi preso; é mentira! — gravou um vídeo (ver post) em que diz que aquilo só aconteceu porque ele é “negro, homossexual e pobre”. A imprensa está com ele. Acredita que o comportamento dos brucutus na comissão é correto e legítimo. Afinal, “não concordamos com Feliciano, então tudo é válido”.

Rede de desqualificação
Embora eu já tenha escrito dezenas de textos em favor do casamento gay e até da adoção de crianças, meu nome caiu na rede desqualificação e da patrulha porque estou me opondo ao linchamento do deputado, chamado pela imprensa brasileira, nos títulos, quase sempre de “pastor”. Ora, quem expulsou aquele agressor da Câmara não foi o “pastor”. Pastor pode, quando muito, pedir que alguém saia da sua igreja se estiver incomodando. Do Parlamento, não! Quem tomou a decisão foi um DEPUTADO, que é presidente da comissão, queiram ou não, gostem ou não.

Chamá-lo de “pastor” é evidência de preconceito religioso. Algum outro deputado é chamado ali por sua profissão ou atividade fora do Congresso? Não! O que se está patrulhando, de fato, é a condição religiosa de Feliciano. Não adianta tentar dourar a pílula. Os psolistas já deixaram claro que eles querem todos os membros do PSC fora da comissão. Não consta do Regimento nem da ordem democrática que os membros de uma comissão devam, de saída, abraçar um credo.

Podem me patrulhar à vontade! O que escrevo está em arquivo. Daqui a pouco alguns brucutus vão querer se reunir para decidir — em certa medida, ainda que de modo indireto, já o fazem — o que pode e o que não pode ser publicado, o que pode e o que não pode ser pensado, o que pode e o que não pode ser debatido. Rejeito e intolerância, venha de onde vier. Fernanda Montenegro deu beijo da boca de outra atriz para demonstrar sua adesão à causa. Fico a imaginar o que faria no palco para protestar contra Genoino e João Paulo na CCJ — na hipótese, claro!, de que ela seja contra isso também. Espero que sim!

Em entrevista o Radar, de Lauro Jardim, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse o óbvio: se Feliciano renuncia, não se elege nunca mais; se fica, pode ter um milhão de votos. O próprio Jean Wyllys certamente multiplicou o seu eleitorado a valer, não é? Há muita gente que concorda com ele, mas há ainda mais gente que concorda com Feliciano. Os dois saem como heróis de suas respectivas causas, mas é certo que o deputado do PSC está tendo uma projeção que obviamente não teria não fosse o deputado do PSOL ter empregado também como político a sua técnica para vencer o BBB.

Não lido bem com gritaria ou com hordas. Também não cedo ao fascismo politicamente correto. Boa parte do jornalismo esqueceu os princípios que norteiam uma sociedade democrática e de direito, a única que permite a existência do próprio jornalismo.

Recuso a tutela do estado. Mas recuso também a tutela de grupos de pressão.

Por Reinaldo Azevedo
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Ativistas viados causam tumulto e tentam invadir gabinete do Pastor Marco Feliciano

Ativistas causam tumulto e tentam invadir gabinete do Pastor Marco Feliciano

Ativistas contrários à permanência do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias tem causado tumultos e impedido a realização das sessões da comissão. Dois manifestantes chegaram a ser detidos pela Polícia Legislativa, por causa dos protestos.

- O objetivo é obstruir os trabalhos, chamar a atenção, impedir que ele se sinta confortável nessa posição dele. Nós estamos dizendo claramente: ‘Você não vai ficar aí, você vai ter que renunciar! – afirmou ao G1 o estudante de Ciência Política da UnB, Marcelo Caetano, 23 anos.

Como forma de impedir a obstrução por parte dos manifestantes à audiência sobre a contaminação do solo por chumbo em Santo Amaro da Purificação (BA), que foi presidida por Feliciano nessa quarta-feira (27), teve a entrada restrita a parlamentares, aos debatedores e à imprensa. Em resposta, manifestantes se concentraram perto do corredor que dá acesso ao gabinete do parlamentar numa tentativa de protestar em frente à sala, localizada no anexo 4 da Câmara dos Deputados.

Para impedir o tumulto, seguranças tiveram de barrar o acesso dos manifestantes, e chegaram a entrar em confronto com alguns dos opositores de Feliciano. E para evitar a invasão do gabinete de Feliciano funcionários tiveram de trancar a porta e deixar o local.

Por causa do tumulto, dois manifestantes acabaram detidos pela Polícia Legislativa. Um dos detidos foi o biólogo Marcelo Régis Pereira, que foi levado pela segurança porque chamou Feliciano de “racista”.

- Estou meramente como cidadão manifestando a minha indignação com relação à violação dos direitos humanos. Eu não imagino que eu tenha tido nenhum excesso, apenas me manifestei, pedi que o palestrante se retirasse da mesa e nos apoiasse na luta contra o racismo – se defendeu Pereira que, segundo o G1, afirmou que continuará a fazer manifestações pela saída de Feliciano.

A Polícia Legislativa deteve também o servidor público Allysson Rodrigues Prata, que tentava invadir o gabinete do deputado quando foi impedido pelos agentes. Depois de liberado, o jovem declarou ter sido vítima de abuso por parte dos agentes, e alegou ter sido agredido.

- Um dos seguranças apertou meu braço para que eu soltasse o gravador que eu estava carregando. Me machucou. Além disso, ele me trouxe para a delegacia andando pela pista, na rua, de uma forma violenta, como se eu fosse um bandido – afirmou.

A Polícia Legislativa da Câmara informou que vai investigar se houve abusos por parte dos agentes de segurança e dos manifestantes.

Feliciano comentou os protestos afirmando que precisa ser “respeitado” como “todo ser humano”, e explicou que precisou impedir a presença de manifestantes para viabilizar a realização da audiência pública sobre contaminação de chumbo, prevista na pauta da comissão.

- Conseguimos vencer uma barreira e mostramos que democracia é isso e, às vezes é preciso tomar medidas, não medidas austeras, mas à luz do regimento interno. Um parlamentar precisa ser respeitado, como todo ser humano precisa ser respeitado – declarou o deputado, que disse ainda que as vítimas de chumbo na Bahia já teriam os pleitos atendidos se tivessem conseguido um grupo para “gritar pelos corredores”, em alusão aos manifestantes que gritavam nos corredores palavras de ordem contra ele.

- Talvez se tivessem conseguido um grupo de 20, desses que estão contaminados, e tivesse um grupo por detrás, gritando pelos corredores dessa casa, talvez já tivessem sido atendidas. Mas vocês não têm vez e não tem voz. Para isso existe a comissão de Comissão de Direitos humanos – ressaltou o deputado.

Por Dan Martins, para o Gospel+

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Marco Feliciano diz que audiência sem público "é democracia"

Reunião da Comissão de Direitos Humanos precisou ser interrompida após protesto e continuou sem os manifestantes

Marco Feliciano diz que audiência sem público
Feliciano interrompeu audiência após protesto nesta quarta-feira Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) definiu como exemplo de democracia a realização de uma sessão da Comissão de Direitos Humanos sem a presença de manifestantes. Após pedir a prisão de um dos jovens que protestava por sua saída do cargo e mudar o plenário da comissão, permitindo a entrada apenas de parlamentares, assessores e jornalistas, o pastor acompanhou a reunião que durou cerca de duas horas para um debate sobre a contaminação de pessoas por chumbo na cidade de Santo Amaro da Purificação (BA).

— Me sinto realizado. Democracia é isso. Talvez seja preciso tomar medidas, não austeras, mas necessárias — afirmou o deputado do PSC durante a audiência. Ele se recusou a dar entrevistas após a reunião.

O deputado afirmou que as vítimas de contaminação que estiveram presentes na audiência teriam conseguido condições melhores se tivessem os manifestantes a seu lado.

— Se vocês tivessem um grupo por trás gritando, seriam atendidos, se tivessem condições de impedir uma comissão de trabalhar, talvez tivessem sido atendidos — afirmou.

Feliciano presidiu apenas o início da reunião. Ainda com a presença dos manifestantes, o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP) fez uma exposição sobre a situação dos torcedores corintianos presos na Bolívia. Após trocar de plenário e impedir a entrada de manifestantes, Feliciano passou o comando ao deputado Roberto de Lucena (PV-SP), autor do requerimento para audiência pública. Aproveitou para dizer que essa será sua praxe na comissão e negou que tenha "fugido" da reunião na semana passada, quando ficou em plenário por apenas oito minutos. Desta vez, sem público, Feliciano acompanhou toda a audiência.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

CPI do Cachoeira aprova pedido para que Gurgel dê explicações por escrito

Procurador-geral terá 5 dias para responder cinco perguntas da comissão.
Parlamentares não descartam votar convocação após respostas de Gurgel.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o elo do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários aprovou nesta terça-feira (15) requerimento para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, explique por escrito a demora na abertura de inquérito para apurar o elo do contraventor com parlamentares.

Integrantes da comissão pedem que Gurgel explique o fato de não ter tomado providências ao receber, em 2009, o inquérito da Operação Vegas, que investigava prática de jogo ilegal e já mencionava o envolvimento de políticos.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, durante sessão do Supremo Tribunal Federal (Foto: Felipe Sampaio / STF)O procurador-geral da República, Roberto Gurgel
(Foto: Felipe Sampaio / STF)

Para os deputados e senadores, o procurador não precisa comparecer à comissão para prestar os esclarecimentos. Gurgel argumenta que, como acusador no caso, não pode falar em depoimento à CPI sob pena de ser afastado do processo. Em entrevistas, ele explicou ainda que não pediu a abertura de inquérito em 2009 porque não havia indícios suficientes de crime por parte de parlamentares. Na ocasião, as investigações foram suspensas pela mulher de Gurgel, a subprocuradora Claudia Sampaio.

Os parlamentares entraram em acordo para não votar o requerimento de convocação da subprocuradora Claudia Sampaio e de Gurgel até que ele responda aos questionamentos por escrito.

Cinco perguntas
O requerimento aprovado pela CPI contém cinco perguntas e dá ao procurador-geral um prazo de cinco dias para respondê-las. “Diante da nota da Polícia Federal publicada ontem e diante de notícias de jornal, entendemos que a CPI não pode ficar sem conhecer oficialmente a versão do Ministério Público. Não podemos acreditar que o órgão do Ministério Público vai dialogar conosco por meio de jornal”, argumentou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Em nota oficial, a PF negou que tenha pedido arquivamento de investigações, versão que foi dada pela subprocuradora Claudia Sampaio, segundo jornais.

No pedido de explicações, a CPI pergunta a Gurgel a data e em que circunstância chegaram à Procuradoria-Geral os autos da Operação Vegas. Os parlamentares perguntam ainda quais as providências tomadas na ocasião pelo procurador. Outra questão colocada no requerimento é a data de conhecimento da Operação Monte Carlo pelo procurador e as providências que foram tomadas em seguida.

As cinco perguntas são:

A -Em que circunstâncias chegou à Procuradoria-Geral da República a investigação sobre a Operação Vegas em IP – 42/2008, da Justiça Federal de Goiás?

B – Em que data o inquérido referido chegou à Procuradoria?

C- Diante dos indícios verificados no curso da investigação – reconhecidas a representação para instauração do inquérito número 3430/2012 no Supremo Tribunal Federal, em que figura Demóstenes Torres – quais as providências adotadas pela Procuradoria-Geral da República no mencionado inquérito?

D – Em que data e em quais circunstâncias teve conhecimento da Operação Monte Carlo (IP 89/2011 da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia?

E – Diante dos indícios verificados no curso da investigação – e igualmente reconhecidas na representação para instauração do inquérito 3430-2012 do STF, já referido – quais as providências adotadas à época pela Procuradoria Geral da República no mencionado inquérito?

'Resposta convincente'
O senador Humberto Costa (PT-SP) defendeu o pedido de explicações por escrito. “O que eu sugeriria é nós termos um pouco de paciência. Vamos aguardar a resposta. Se essa resposta não vier ou não for convincente, as condições para trazer quem quer que seja, inclusive o procurador e a subprocuradora, estarão dadas”, disse.

O senador Pedro Taques destacou que a lei não permite que Gurgel compareça à CPI. “A lei não está acima de ninguém, mas temos que cumprir a lei. O procurador-geral da República não é objeto de investigação, não é sujeito de informação. Temos, sim, que esclarecer esses fatos. Mas não podemos politizar a CPI”, defendeu.

Já o deputado Silvio Costa (PTB-PE) votou contra o requerimento e pediu a convocação de Gurgel. O deputado disse que o delegado responsável pela Operação Vegas, Raul Alexandre, afirmou que a Procuradoria-Geral da República paralisou as investigações. “Eu vou ficar com doutor Raul. Ele falou pela fé, ele não mentiu. Então, entre doutor Raul e Gurgel eu fico com doutor Raul”, afirmou.

O presidente da CPI, Vital do Rêgo, e o relator da comissão, Odair Cunha, durante reunião desta terça (Foto: Lia de Paula / Agência Senado)O presidente da CPI, Vital do Rêgo, e o relator da
comissão, Odair Cunha, durante reunião desta
terça (Foto: Lia de Paula / Agência Senado)

Atuação de Gurgel
Após a prisão de Carlinhos Cachoeira na Operação Monte Carlo da Polícia Federal em fevereiro, o procurador-geral pediu, em março, a abertura de investigações no Supremo Tribunal Federal para apurar o elo de políticos com o bicheiro. Ele explicou que, com o desdobramento das duas operações - Vegas e Monte Carlo - foi possível reunir indícios suficientes para pedir a apertura do inquérito no Supremo.

Na semana passada, Gurgel atribuiu as críticas de parlamentares de que teria demorado a iniciar as investigações a “medo do julgamento do mensalão”.

"Eu tenho dito que, na verdade, o que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que na verdade estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, com os fatos de desvio de recursos e corrupção, e ficam muito preocupadas com a opção que o procurador-geral tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos Monte Carlo, nós não teríamos todos estes fatos que acabaram vindo à tona", afirmou Gurgel.

O G1 apurou que se Gurgel fosse convocado teria o respaldo da maioria do STF para evitar comparecer à comissão. O procurador poderia entrar no Supremo com um pedido de habeas corpus para evitar a convocação. É forte no Supremo Tribunal Federal a tese jurídica de que Gurgel não pode ser obrigado a prestar depoimento na comissão, já que seria o titular de eventual ação penal contra Cachoeira, contra o senador Demóstenes Torres e demais parlamentares investigados.

Assim como o procurador, ministros do Supremo avaliam que as críticas feitas por parlamentares pela demora em abrir inquérito é uma tentativa de “deslegitimar” Gurgel, no ano em que será julgado o processo do mensalão.

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