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domingo, 7 de julho de 2013

Vídeo: aluno atira em colegas de escola em Minas Gerais

Imagem: (Reprodução Youtube)

Vídeo mostra o momento em que aluno atira em colega

As câmeras do circuito interno de TV de uma escola em Belo Horizonte flagraram o momento em que um estudante de 19 anos dispara contra dois colegas, de 15 e 16 anos, no corredor da instituição, na manhã desta quinta-feira. O atirador foi detido e afirmou que sofria bullying.

Alexandre Esteves dos Santos estava na escada da escola e esperou o colega que o teria humilhado. Quando o adolescente de 15 anos passa, Alexandre dispara contra ele, que foi atingido nas costas.

Em outra câmera, Alexandre caminha pelo corredor, enquanto outros alunos começam a correr. Quando o aluno atingido no ombro passa novamente pelo atirador, é outra vez perseguido e baleado. Um dos tiros atingiu outro aluno que estava próximo.

A Polícia Civil diz que vai apurar a denúncia de bullying e os disparos dentro da escola. Os detalhes da investigação não foram divulgados.

Segundo o tenente Rodrigo Lima, do 35º Batalhão da 150ª Companhia da Polícia Militar (PM), o atirador disse que faz tratamento psiquiátrico e é portador de necessidades especiais. O estudante foi armado até a escola e, na entrada da aula, atirou cinco vezes contra um adolescente, que foi ferido na barriga. Um outro jovem foi atingido no ombro e na orelha.

Alexandre contou à polícia que mora com a avó e que na noite dessa quarta-feira um tio dele, que é cabo do 1º BPM, dormiu na casa. O jovem encontrou a arma e na manhã desta quinta-feira (4) pegou o revólver calibre 38 e o levou para escola. Ainda segundo a PM, o autor dos disparos não possui passagens pela polícia. A escola também informou que o aluno não tinha histórico de indisciplina.

O tio do adolescente foi detido por omissão de cautela. A Polícia Militar vai abrir uma sindicância para apurar o fato. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que a escola tem câmeras de segurança e que o atentado foi um fato isolado, já que não havia sido registrado nenhum outro incidente policial na escola.

Veja o vídeo e deixe seu comentário no Verdade Gospel.

Fonte: O DIA

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domingo, 23 de junho de 2013

Balanço preliminar da PM registra 32 prisões em Belo Horizonte

Detenções ocorreram das 15h de sábado (22) às 5h de domingo (23).
Setenta mil pessoas participaram de manifestação na capital mineira.

Um balanço preliminar divulgado, neste domingo (23),  pela Polícia Militar (PM) registra que 32 pessoas foram presas em Belo Horizonte em ocorrências relacionadas ao protesto deste sábado (22), que levou cerca de 70 mil pessoas às ruas. Os dados consideram detenções feitas das 15h de ontem até as 5h deste domingo (23). A maioria está relacionada a danos ao patrimônio público na área central da capital mineira, conforme informou a polícia.

A manifestação em Belo Horizonte, apesar de pacífica em grande parte do sábado, foi marcada pelo confronto entre policiais e manifestantes exaltados. Treze pessoas estão internadas em hospitais com ferimentos leves a muito graves, além de cinco policiais que também foram feridos.

22/06 - Manifestantes (abaixo) montam barricada durante enfrentamento com a Polícia Militar neste sábado, em Belo Horizonte (Foto: Alexandre C. Mota/Reuters)Manifestantes (abaixo) montam barricada durante enfrentamento com a Polícia Militar neste sábado, em Belo Horizonte (Foto: Alexandre C. Mota/Reuters)

No fim da noite de sábado (22), a Polícia Militar disse, em nota, que estava sendo obrigada a utilizar da força para reprimir a atuação de aproximadamente 500 marginais que praticavam atos de vandalismo no Centro de Belo Horizonte, como a depredação de equipamentos públicos e estabelecimentos comerciais. A corporação também informou que não mediria esforços para reprimir esses atos criminosos e prender os responsáveis. Por fim, destacou que tem a orientação do governo de assegurar que as manifestações populares transcorram de forma ordeira e pacífica.
Confronto em Belo Horizonte
O cruzamento das avenidas Antônio Carlos e Abraão Caram, na região da Pampulha, próximo ao Mineirão, virou uma cena de guerra, com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo lançadas pelos policiais, após uma chuva de pedras jogadas por alguns manifestantes na barreira formada pelos militares. Os PMs usaram, além das bombas, balas de borracha, a Cavalaria e a Tropa de Choque para conter a desordem. Enquanto isso, os vândalos, que não representam a maioria do protesto, ateavam fogo em objetos, e revidavam com mais pedras. Eles resistiram por mais de duas horas no local, até que a confusão se dissipasse.

O protesto começou na Praça Sete, por volta das 10h, quando já era possível ver a movimentação. Muitas bandeiras do Brasil eram vistas. A alegria estava em gritos de guerra bem humorados, mas não sem deixar claro os alvos do protesto.

Bandeiras LGBT foram erguidas durante protesto. (Foto: Sara Antunes/G1)Bandeiras LGBT foram erguidas durante protesto
(Foto: Sara Antunes/G1)

Além de protestar contra os recursos destinados para a realização da competição, eles reclamam dos R$ 0,05 de redução nas passagens de ônibus anunciados pelo prefeito Marcio Lacerda. Outras pautas estão na manifestação, entre elas o fim da chamada PEC 37, emenda que muda a Constituição e determina que somente as polícias sejam responsáveis por investigações; o Estatuto do Nascituro. Os manifestantes também são contra a proposta de lei aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados conhecida como "cura gay", contra a precariedade da saúde pública, contra a falta de qualidade na educação e os baixos salários dos professores, contra a violência policial e contra a fome e a miséria.

Uma multidão invadiu as avenidas Afonso Pena e Antônio Carlos, passando pela Praça da Estação. Um mar de gente seguiu até o Hospital Belo Horizonte, onde cantaram “Carinhoso”, para os internados. Depois, cantaram uma versão da música com letra de protesto. O barulho diminuiu em uma atitude de respeito.

As 70 mil pessoas foram até a Pampulha, quando a situação ficou mais tensa. Uma reportagem do MGTV 2ª edição mostra a barreira de policiais militares na Avenida Abrão Caram, próximo à rotatória do Ginásio Mineirinho. Neste momento, várias pedras são atiradas, e os policiais resistem. Minutos depois, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo são lançadas, para dispersar os manifestantes. Os mais exaltados voltam para o ponto de início do confronto, e mais bombas foram lançadas. Concessionárias foram depredadas, uma delas totalmente destruída.

No campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a segurança foi feita pelo Exército Brasileiro, já que é considerado território federal. Várias pedras foram lançadas para dentro da grade. Mas nenhuma confusão importante foi registrada dentro da universidade.

Um batalhão do Corpo de Bombeiros, na Avenida Antônio Carlos, sofreu uma tentativa de invasão. Alguns manifestantes contiveram um grupo mais exaltado até a chegadada da Tropa de Choque, quando a situação foi resolvida.

A Cavalaria precisou entrar em ação, e o confronto demorou a ser controlado. Vândalos seguiram de volta para a Praça Sete, onde atos de violência e baderna foram registrados. Várias lojas foram depredadas. A Polícia Militar, com a Tropa de Choque, ocupou as ruas do centro para impedir novos atos de vandalismo.

Belo Horizonte – Homem ferido na região do estádio do Mineirão é auxiliado por policiais; estádio recebeu neste sábado jogo México x Japão, válido pela Copa das Confederações (Foto: Sergio Moraes/Reuters)Homem é ferido na região do estádio do Mineirão
(Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Entre os manifestantes, um senhor foi atingido na cabeça, e saiu protegido por policiais. Treze pessoas estão internadas em hospitais de Belo Horizonte. No Risoleta Neves, três dos feridos estão em estado mais grave, após caírem de um viaduto. Um deles corre risco de ter alguma sequela motora. Outra jovem levou uma bala de borracha e está com fratura na face.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ratinho Criticando O Governo de Dilma Ao vivo

Só o Ratinho mesmo pra ter coragem de falar a verdade em rede nacional. Quem não viu o vídeo assistam agora e compartilhem com seus amigos. Ajude a Divulgar.
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domingo, 1 de abril de 2012

'Supercampeã' entra em Harvard e em mais 5 universidades americanas

Tábata Amaral, de 18 anos, concluiu ensino médio com bolsa de estudos.
Filha de dona de casa, superou dificuldades financeiras e realizou sonho.

Há cinco anos, a estudante Tábata Cláudia Amaral de Pontes, de 18 anos, moradora de São Paulo, estabeleceu uma meta: estudar na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. De lá para cá, pegou firme nos estudos, foi destaque em olimpíadas estudantis dentro e fora do Brasil e aprendeu a falar inglês. O resultado oficial do esforço chegou na última quinta-feira (29), Tábata foi aceita em Harvard e em outras cinco universidades americanas. São elas: Caltech, Columbia, Princeton, Yale, e Pennsylvania.

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Harvard é uma das universidades mais conceituadas do mundo e as outras cinco em que a brasileira foi aceita também seguem entre as mais bem colocadas em ranking mundial de reputação divulgado em 15 de março. A seleção é feita pelo Scholastic Assessment Test (SAT, Teste de Avaliação Escolar), uma espécie de 'Enem americano,' que também é aplicado no Brasil aos interessados em disputar vagas nos Estados Unidos. Para conquistar a vaga também é necessário fazer o teste de proficiência em inglês, o Toefl (Test of English as a Foreign Language).

"Quando soube [da aprovação em Harvard] comecei a chorar muito, perguntava se podia mudar o resultado. Eram duas da manhã, liguei para minha mãe, meu pai ficou super emocionado. Chorei duas horas seguidas", diz Tábata. O aviso foi feito via telefone por um representante da universidade, porém o resultado só foi oficializado na última quinta-feira.

A garota agradece ao fato de ter tido acesso ao resultado de Harvard antes do previsto. Três dias depois que soube da aprovação, o pai morreu. Se soubesse somente na última quinta-feira, não teria como ter contato a ele. "Foi muita sorte. Ele acreditou em mim e eu cumpri minha promessa. Ele ficou muito feliz, nem conseguiu mais dormir naquela noite. Que bom que deu tempo de falar, de qualquer forma ele saberia do céu, mas foi bom contar", afirma.

Tábata Amaral deu entrevista ao 'JN' em 2007 (no alto, à esq.), colecionou medalhas de olimpíadas estudantis e foi aprovada no último vestibular da Fuvest para o curso de física da USP (Foto: TV Globo/Reprodução/Divulgação)Tábata Amaral deu entrevista ao 'JN' em 2007 (no alto, à esq.), colecionou medalhas de olimpíadas estudantis e foi aprovada no último vestibular da Fuvest para o curso de física da USP (Foto: TV Globo/Reprodução/Divulgação)

A jovem foi aluna do Colégio Etapa, em São Paulo, como bolsista. Como sua mãe que trabalhava como vendedora de flores e o pai que era cobrador de ônibus não tinham como arcar com suas despesas de transporte e alimentação, o Etapa passou a custear um quarto em um hotel próximo à escola na Avenida Vergueiro, além de pagar as refeições da estudante. Atualmente, como já concluiu o ensino médio tornou-se funcionária do colégio: é professora de química e astronomia dos alunos que participam de olimpíadas.

Para estudar nos Estados Unidos também terá bolsa de estudos e ajuda de custo. Lá as bolsas são distribuídas de acordo com as condições socioecônomicas do estudante aceito e não por mérito, por isso a garota diz que não estar preocupada com a questão financeira.

Estabeleci um sonho 'meio grande' há cinco anos, e fiz de tudo para conseguir. Na verdade, no final não acreditava. Dá trabalho, mas não é impossível."

Tábata Amaral, de 18 anos, aceita em Harvard

Tábata estuda física na Universidade de São Paulo (USP). Como não sabia se seria aceita nos Estados Unidos, garantiu a vaga assim que foi aprovada no vestibular deste ano. Ainda não sabe por qual universidade americana vai substituir a USP, mas não esconde sua preferência por Harvard. Ela foi convidada por algumas universidades para uma visita e deve ir para os Estados Unidos na segunda quinzena de abril antes do período de matrículas. "É bem provável que escolha Harvard, mas quero pensar direitinho. Quero conhecer as universidades que me convidaram, visitar laboratórios, pensar na minha vida e digerir o que aconteceu. Na volta tomarei uma decisão bem tomada."
Astrofísica e socióloga
Apesar de ser craque nas ciências exatas, Tábata não dispensa a formação na área de humanas. A jovem quer mesclar os estudos entre astrofísica e ciências sociais. Ciência porque se diz apaixonada, e é por meio dela que consegue descobrir o mundo, e a sociologia porque quer trabalhar com educação, ajudar pessoas e retribuir as oportunidades que teve na vida.

Para isso, pensa em seguir carreira como pesquisadora, criar um centro de pesquisas de astrofísica e atender alunos de escolas públicas. Tábata afirma qualquer estudante pode chegar onde ela chegou. "Estabeleci um sonho 'meio grande' há cinco anos, e fiz de tudo para conseguir. Na verdade, no final não acreditava. Dá trabalho, mas não é impossível."

Tábata Amaral em reportagem do 'Fantástico' exibida no dia 4 de março (Foto: TV Globo/Reprodução)Tábata em reportagem do 'Fantástico' exibida no
dia 4 de março (Foto: TV Globo/Reprodução)

História com as olimpíadas
As cerca de 30 medalhas das olimpíadas conquistadas na vida de "atleta" estão guardadas na casa dos pais na Vila Missionário, Zona Sul de São Paulo, onde também estão os dois baús repletos de presentes que trocou com os participantes das olimpíadas na China, Turquia e Polônia, e em várias cidades brasileiras. Ela também coleciona moedas e notas em papel.

A primeira medalha foi uma de prata que veio aos 12 anos, em 2005, quando ela fez sua estreia nos torneios estudantis com a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). No ano seguinte, ganhou o ouro e bolsa de estudos da escola Etapa.

A vontade de aprender vem junto com a de ensinar. Há três anos, Tábata criou o Vontade Olímpica de Aprender (VOA), um projeto que visa incentivar estudantes de escolas públicas nas olimpíadas. As aulas ocorrem sempre aos domingos de manhã em uma escola pública na Vila Mariana. Atualmente são cerca de 180 alunos.
"O VOA é meu xodó e o projeto vai continuar sem mim. Quero convencer ex-alunos a se tornarem professores. E vou ajudar pela internet, não quero me desligar", diz.

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Jovem de 24 anos ganha mesada dos pais para estudar para concursos

Bacharel em direito diz que ter a ajuda da família 'é um privilégio'.
Para educador, ela deve estabelecer um prazo para entrar no mercado.

Giselle Dutra e Fabíola GleniaDo G1 CE e do G1 em São Paulo

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Mesada (Foto: editoria de arte/g1)

Dianne Dias se considera privilegiada porque, aos 24 anos, ainda recebe mesada dos pais. O motivo? Mesmo bacharel em Direito, ela passa a maior parte do tempo estudando para se preparar para concursos públicos. "Lógico que hoje se eles não tivessem condições, eu teria de advogar. Nem todo mundo pode ficar parado para estudar. Mas como eu tenho esse privilégio, tenho de aproveitar para me capacitar mais", afirma.

(Na série Dinheiro na mão de crianças, oG1 mostra como os pais fazem para explicar situações econômicas do dia a dia para os filhos.)

Ela recebe todo mês R$ 2 mil dos pais para a manutenção da casa em que mora sozinha em Fortaleza, ter uma diarista e pagar um pouco de lazer. Para Dianne, ninguém deve receber mesada a vida toda, mas enquanto for realmente necessário. Natural do Rio Grande do Norte, ela recebe mesada há nove anos, desde o ensino médio.

Depois, os pais mantiveram a mesada durante a faculdade e agora ela continua contando com o apoio financeiro para se dedicar aos estudos. "Sei que nem todo mundo tem acesso a isso. Acho que quando você tem um privilégio, você tem de aproveitar a oportunidade", disse.

Ela disse que presta assistência jurídica uma vez por semana a uma empresa para reforçar o orçamento, em especial, para as saídas com amigos. "Não posso me dedicar tanto ao trabalho porque preciso estudar", diz. Dianne reconhece ainda o esforço dos pais e diz que se não recebesse a mesada, não teria como buscar chegar mais longe na profissão. "Teria de estar trabalhando para me sustentar e morar em um apartamento sozinha. Tem as contas de casa para pagar. Por mais que eu passe 90% do meu tempo estudando, não daria", explicou.

Amadurecimento
Como os pais de Dianne moram em Mossoró, interior do Rio Grande do Norte, ela mora desde os 15 anos sozinha em um apartamento em Fortaleza, onde estuda. A jovem explica que morar sozinha trouxe amadurecimento quanto ao controle de gastos. "Sou muito consciente com relação ao dinheiro. Sempre me deram um valor porque sabiam quanto mais ou menos eu gasto. Esse 'x' era para pagar as contas e, se eu conseguisse economizar, ficava para mim", explica.

No início, quando ela ainda era adolescente, Dianne avisava aos pais sobre cada conta que chegava e quando precisava de dinheiro para o lazer ou outros afazeres. Depois, acabou conquistando a confiança dos pais e se organizando sozinha. Mas ela também acredita que isso se deve mais à personalidade do que à orientação dos pais. "Eu nunca cheguei a gastar o dinheiro e ficar sem ter como me organizar. Eu tenho um irmão que mora fora, que recebeu a mesma orientação e ele gastava. É mais da pessoa", defendeu.

Dica do especialista
Para o educador financeiro Álvaro Modernell, a estudante Dianne Dias vive “uma situação ideal”.

“Muitos especialistas acham que, assim que a pessoa adquire a maioridade ou sai da faculdade, os pais têm que cortar este suporte financeiro. Eu não concordo necessariamente com isso, acho que cada caso tem que ser analisado separadamente”, diz.

Para o especialista, se a família tem boas condições financeiras e ninguém está passando privações – sejam os pais ou irmãos – então, não há nada de errado no caso da jovem.

“Poucas pessoas têm esta oportunidade. O risco está em o jovem não ter consciência de que isto é um privilégio ou querer ficar ‘aproveitando a vida’ e postergando a entrada no mercado de trabalho.”

Modernell, no entato, faz um alerta: “É importante que ela tenha consciência de que nem todo mundo que estuda para concurso público passa. Seria indicado que ela estabelecesse um deadline”.

Caso Dianne não consiga passar num concurso público nos próximos dois ou três anos, por exemplo – citando um prazo hipotético – ela deveria ingressar no mercado de trabalho, mas sem necessariamente largar os estudos e abandonar o projeto de prestar concurso, orienta o educador financeiro. “O que é ruim é ficar sem um horizonte. Tem que buscar uma definição.”

Embora a estudante preste assistência jurídica uma vez por semana, Modernell diz que ela poderia aumentar um pouco esta carga de trabalho para fazer uma reserva financeira.

“Já que os pais estão se dispondo a sustentar o estudo dela, ela poderia fazer uma poupança ou uma previdência. A reserva é importante não só para necessidades, mas também para oportunidades. Vamos supor que surja um curso no exterior”, comenta.

Também é fundamental, na opinião do especialista, que a família converse claramente sobre a situação. Juntos, pais e filhos devem ter claro como está a situação financeira e de saúde dos pais, até quando terão condições de manter este padrão. “Chega uma hora que os pais precisam desacelerar. Já pensaram a respeito?”

Álvaro Modernell se opõe em casos que a família banca um dos entes sem ter condições para tal. “Muitos idosos passam restrições não porque a aposentadoria é baixa, mas porque se sacrificam pelos filhos.”

Como dica final, o especialista orienta Dianne a aprofundar os estudos também na questão da educação financeira. “Tem gente que se relaciona bem com o dinheiro, mas desconhece questões importantes.”

(Nesta sexta-feira (23), a educadora Cássia D'Aquino tira dúvidas dos internautas no Chat G1a partir das 14h. Clique abaixo em "escreva um comentário" e envie sua pergunta sobre educação financeira)

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Ministro da Justiça pede auditoria em contratos com empresas investigadas

Empresas receberam R$ 275 mi de órgãos subordinados a 14 ministérios.
Fraude em licitações no Rio foram reveladas em reportagem do Fantástico.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu nesta terça-feira (20) que a Controladoria-Geral da União (CGU) faça uma auditoria em 155 contratos, com valor total de cerca de R$ 1,771 milhão, que órgãos subordinados da pasta fecharam, entre 2009 e 2011, com empresas investigadas por fraudes e corrupção denunciadas pelo Fantástico no domingo (18). A informação foi repassada pela pasta.

Na reportagem, o repórter Eduardo Faustini se passou por gestor de compras e registrou donos de empresas oferecendo propina para fraudar licitações em um hospital no Rio. A PF abriu quatro inquéritos para investigar as quatro empresas envolvidas: Locanty Soluções e Qualidade, Bella Vista Refeições Industriais, Rufolo Empresa de Serviços Técnicos e Construções e a Toesa Service.

Repasses
Levantamento realizado pelo G1 com base em dados do Portal da Transparência do governo federal aponta que, nos últimos três anos, as empresas investigadas foram contratadas por órgãos subordinados a 14 ministérios. O valor total dos contratos é de R$ 275.176.694,44. A Rufolo foi a maior beneficiada - recebeu cerca de R$ 131,8 milhões.

A 5ª Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Rio de Janeirorepassou à Locanty quase R$ 1,6 milhão em 111 contratos assinados para locação de mão-de-obra para administração da unidade no período, além de outros três, somando quase R$ 50 mil, que constam como despesas de anos anteriores a 2009. Doze dos acertos da Superintendência chegam individualmente a R$ 42 mil, uma espécie de “mensalidade”.

Outros documentos são aditivos, assinados alguns deles nos mesmos dias dos contratos. Em 2010, a empresa havia recebido mais de R$ 466 mil do governo também para limpar e cuidar do prédio.

Além dos pagamentos realizados pela PRF à Locanty, a CGU também irá auditar outros dez contratos assinados em 2009 pela PRF-RJ com a Toesa que contam R$ 32.296,27 e mais 49 fechados com a Superintendência da PF no Rio com a Locanty em 2010 e 2009, que totalizam mais de R$ 110 mil.

Em 2010, o Ministério Público Federal denunciou o superintendente da PRF no Rio e outros policiais por formação de quadrilha, acusados por crimes como corrupção, prevaricação e concussão. Segundo o Ministério da Justiça, os contratos assinados não estão mais em vigor e o objetivo seria verificar a suposta existência de irregularidades e a necessidade de se exigir o retorno do dinheiro aos cofres públicos.

O G1 questionou o Ministério da Justiça sobre a existência de contratos fechados pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Federal com duas das terceirizadas denunciadas e calculou o número e valor dos contratos com base em dados do portal.

A pasta diz que tanto a PF quanto a PRF possuem autonomia administrativa para formalização de convênios e que muitos dos responsáveis por eles na época já foram movimentados e não respondem mais pelas superintendências que serão auditadas pela CGU.

Empresas investigadas
A Rufolo recebeu R$ 131,8 milhões de verba pública em contratos com órgãos subordinados a ministérios, segundo os dados da Transparência. Em segundo vem a Locanty, com R$ 106,4 milhões, e então a Toesa, com R$ 25,7 milhões, e a Bella Vista, com R$ 11,2 milhões.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TRF-5 decide suspender liminar sobre anulação de questões do Enem

Decisão foi anunciada pelo presidente do TRF-5, Paulo Roberto Lima. Anulação só fica mantida para alunos de colégio de Fortaleza (CE).

O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife, desembargador Paulo Roberto de Oliveira Lima, suspendeu a liminar concedida pela Justiça Federal do Ceará e que anulava as 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todo o Brasil, na manhã desta sexta-feira (04). Segundo a decisão, a anulação só fica mantida para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), que tiveram acesso às questões antes e agora terão suas notas recalculadas.

A decisão atende justamente à intenção do Ministério da Educação (MEC), que era restringir a decisão da Justiça aos alunos do Colégio Christus. “A liminar considerada atinge a esfera de interesses de cerca 5 milhões de estudantes, espraiando seus efeitos para o ingresso deles nas várias universidades públicas do país, com repercussão na concessão de bolsas, na obtenção de financiamentos e na orientação de políticas públicas. O assunto é grave e influi, sim, na organização da administração”, diz o presidente do TRF-5 em sua decisão.

O desembargador Paulo Roberto de Oliveira Lima comentou ainda que nenhuma solução seria completamente boa. "Isso é próprio dos erros: quase nunca comportam solução ótima. Anular ‘somente’ as questões dos alunos beneficiados não restabelece a isonomia. É que eles continuariam a gozar, para o bem ou para o mal, de situação singular - afinal a prova, para os tais, findaria com menos questões. (...) De outro lado, anular as questões para ‘todos’ os participantes também não restauraria a igualdade violada. Nenhuma das soluções tem condições de assegurar, em termos absolutos, a neutralidade e a isonomia desejáveis”, concluiu.

O recurso do MEC foi protocolado na quinta-feira (03) pelo procurador regional federal Renato Rodrigues Vieira e pelos subprocuradores Rodrigo Cunha Veloso e Miguel Longman, todos da Advocacia Geral da União (AGU).

No final da tarde da quinta-feira, o Ministério Público Federal no Ceará, por meio do procurador da República Oscar Costa Filho, oficializou na Justiça o pedido de anulação de mais uma questão do Enem, a questão 25 do caderno amarelo do exame. Se a Justiça acatar a decisão, o Enem terá um total de 14 questões anuladas.

Entenda o caso
A antecipação de questões foi revelada em 26 de outubro, três dias após o Enem, quando um aluno do colégio cearense publicou, em seu perfil no Facebook, fotos de quatro apostilas distribuídas por um professor. Segundo a escola, as questões fariam parte de um banco de perguntas que a escola recebe de professores, alunos e ex-alunos para promover simulados.

O MEC constatou que a escola distribuiu os cadernos nas semanas anteriores ao exame com questões iguais e uma similar às que caíram nas provas realizadas no sábado (22) e domingo (23) e, no próprio dia 26, cancelou as provas feitas pelos 639 alunos do colégio.

Na época, o ministério deu aos candidatos do Christus a oportunidade de refazer o Enem em 28 e 29 de novembro, dias nos quais o exame será aplicado para pessoas submetidas a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.

Mas insistiu que o problema não afetou os demais estudantes do Brasil e, portanto, não havia a necessidade de anular as questões.

O Ministério Público Federal do Ceará, porém, entrou com uma ação judicial para anular o Enem 2011 para todo o país, ou pelo menos das 14 questões antecipadas. O procurador da República Oscar Costa Filho, responsável pela ação, defendeu que a anulação parcial ou total em todo o Brasil são as únicas formas de manter a isonomia do Enem em território nacional.

O juiz federal Luís Praxedes Vieira analisou o caso na segunda (31) e ouviu a defesa do MEC, apresentada pela presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman. A Justiça optou por não cancelar a edição deste ano do Enem, mas anulou, para todos os mais de 4 milhões de estudantes que fizeram as provas, 13 questões.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Tema da redação do Enem fala sobre viver em redes no século 21

Candidatos escreveram sobre os limites entre o público e o privado. MEC confirmou dicas reveladas pelos primeiros estudantes a sair da prova.

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano trouxe como tema "viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado". O Ministério da Educação confirmou a informação repassada pelos primeiros candidatos a deixarem o local de prova.

De acordo com o MEC, duas reportagens e uma tira de quadrinhos foram os textos de referência da redação. São elas as matérias "Liberdade sem fio" e "A internet tem ouvidos e memória", publicadas pela revista "Galileu" e pelo portal "Terra", respectivamente, e uma tira da série "Quadrinhos dos anos 10", do cartunista André Dahmer.

A questão das redes sociais também apareceu na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, segundo estudantes paulistas que já deixaram o local de prova, em São Paulo. Eles afirmaram ainda que, na prova de matemática, o Enem exigiu compreensão de gráficos e tabelas.

O enunciado incluso na prova de redação derrubou as suspeitas levantadas no sábado (22) de que o tema havia vazado e falaria sobre o povo indígena e a justiça brasileira. O MEC havia negado o vazamento no sábado.

Critérios
A redação do Enem é corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 300 pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1000), a redação passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor.

A nota atribuída pelo supervisor substitui a nota dos demais corretores. De acordo com o edital, o Inep considera que a metodologia empregada na correção das redações contempla recurso de ofício.

Será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".

Correção da redação
Uma decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) derrubou a decisão que obrigava o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a disponibilizar a correção das provas de redação do Enem 2011 na internet. A ação foi ajuizada pela Advocacia Geral da União (AGU) sob a alegação de que isto implicaria em atrasos em todo o calendário de realização das provas do Enem.
Ainda segundo a AGU, a liberação do acesso a mais de 6 milhões de provas demandariam a aplicação de milhões de reais na aquisição de equipamentos e serviços, para sua digitalização, criação e disponibilização na internet para o acesso simultâneo de milhões de pessoas. A AGU argumenta ainda que não existe qualquer indício de irregularidade ou prejuízo aos candidatos, já que os textos serão corrigidos por dois professores, de forma que se a diferença da nota for igual ou maior que 300 pontos, um terceiro corretor é escalado para corrigir a questão.

A liminar que autorizava a liberação da correção das provas foi expedida pela 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão ao aceitar uma ação civil pública do Ministério Público Federal. O MP solicitava uma cláusula que garantisse aos candidatos o direito de obter vistas das provas discursivas com prazo para a formulação de recursos.

Em agosto, o Ministério Público Federal no Distrito Federal e o Inep assinaram, nesta quarta-feira (10), um acordo que garante aos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o direito de ter acesso à correção (vistas) de provas a partir de 2012. Atualmente, este acesso não é permitido segundo o edital do Enem.

De acordo com o termo de compromisso de ajustamento de conduta, a medida terá caráter meramente pedagógico, ou seja, os candidatos não poderão apresentar recursos contra as correções.

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

USP demite professor por plágio em pesquisa

DE SÃO PAULO

A reitoria da USP decidiu demitir um professor de dedicação exclusiva, com mais de 15 anos de carreira, após entender que ele liderou pesquisa que plagiou trabalhos de outros pesquisadores. A informação é de reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição da Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A exoneração por plágio é a primeira na instituição em mais de 15 anos. O imbróglio envolveu também a ex-reitora Suely Vilela, coautora da pesquisa questionada. Ela não sofreu punição --a avaliação é que não teve relação com os trechos plagiados.

O docente Andreimar Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, foi demitido por ser o principal autor da pesquisa, que copiou imagens de trabalhos de 2003 e 2006, sem creditá-las aos autores, da UFRJ (Federal do Rio).

Outra pesquisadora teve o título de doutorado cassado. Era responsável pelas partes contestadas. Tanto o docente quanto a pesquisadora podem recorrer internamente e judicialmente das decisões.

OUTRO LADO

O professor Andreimar Soares não concedeu entrevista após sua demissão. Em novembro de 2009, ele enviou por e-mail à Folha algumas respostas sobre o caso.

"Não houve plágio, mas lamentável erro de substituição de figuras pela minha ex-aluna de doutorado", disse. "Não houve má-fé e todas as medidas já estão sendo tomadas para a retratação deste grave erro junto à editora e à comunidade científica." A retratação já foi feita.

A reportagem não encontrou a pesquisadora que perdeu o título de doutora. Ao informativo da Adusp (sindicato dos professores da USP), também de 2009, ela afirmou que o que o professor disse "é o que realmente aconteceu" e lamentou a situação.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Unesp divulga lista de convocados para a 2ª fase do vestibular 2011

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) divulgou nesta sexta-feira, a lista dos convocados para a segunda fase do vestibular 2011. No total, 31.599 candidatos foram convocados.

Confira a lista de convocados
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Os locais das provas já podem ser consultados. As provas comuns da segunda fase serão realizadas nos dias 19 e 20 de dezembro, das 14h às 18h30, com 36 questões discursivas e uma redação em gênero dissertativo.

Nos dias 12 a 15 de dezembro, serão aplicadas também provas de habilidades para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design e Educação Artística do Campus de Bauru, e para todos os cursos do Campus de São Paulo.

A primeira fase aconteceu no dia 14 de novembro e teve 80.310 inscritos.

São oferecidas 6.484 vagas em 155 opções de cursos, distribuídos em 28 unidades localizadas em 19 municípios de todas as regiões paulistas (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente e Tupã).

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ao menos 30 sabiam tema de redação do Enem, diz professor

O professor Marcos Freire, do curso pré-vestibular Geo, de Petrolina (PE), disse que ao menos 30 alunos ouviram falar sobre o tema da redação antes do Enem. Alguns, inclusive, pesquisaram sobre o assunto na internet, afirmou.

Freire, que denunciou à imprensa o vazamento, defende que a investigação continue. 'O MEC [Ministério da Educação] deve averiguar até onde foi o vazamento, quantos realmente se beneficiaram e pensar no que fazer, já que o Enem está em descrédito na região', disse nesta quinta-feira (25) à Folha o professor.

O MEC informou que agiu de acordo com a investigação da PF em Juazeiro (BA) e, por isso, não pode comentar as declarações de Freire.

Apuração da Polícia Federal concluída na terça-feira apontou que Eduardo Ferreira Affonso Júnior, 21, foi informado sobre parte do tema da redação por seu pai e sua mãe, professora que trabalhou como aplicadora da prova em Remanso (BA).

Affonso Júnior falou sobre o assunto a três docentes do Geo, inclusive Freire, quase duas horas antes da prova.

O casal Marenilde e Eduardo Affonso, pais do aluno, foram indiciados pela PF sob suspeita de vazarem a prova. Por telefone, o pai disse à Folha que não daria entrevista porque sua vida 'já foi muito prejudicada pelo caso'.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Especialistas em Direito criticam posição do MEC

Juristas afirmam que o princípio da igualdade está sendo ignorado

Especialistas em Direito não veem com bons olhos a decisão do MEC de não estender a nova prova do Enem a todos os inscritos. Para eles, o princípio da igualdade está sendo ignorado.

“Mas parece que esse argumento não é suficiente para convencer a Justiça da necessidade de anulação do exame inteiro”, afirma o constitucionalista Clever Vasconcelos, professor da Faculdade Professor Damásio de Jesus. “Quem quiser derrubar essa decisão precisará de um fato novo, diferente do que foi proposto na liminar derrubada pela Justiça Federal”, aponta.

Ele afirma que os estudantes que se sentirem prejudicados poderão entrar na Justiça em seus respectivos Estados e pedir para fazer a prova outra vez. “Pode não ser no mesmo dia da nova avaliação, mas poderá ser em outro”, concorda Ricardo Castilho, diretor presidente da Escola Paulista de Direito.

Na análise de Castilho, os Ministérios Públicos Estaduais poderiam propor ações contra o MEC, defendendo o direito coletivo. “É como um recall de carros. Se um grupo de mil apresenta defeitos, a fábrica faz a troca, mas se um deles se acidenta por falha da empresa, pode entrar na Justiça com ação de dano coletivo ou de direito individual homogêneo.” Ele diz que a isonomia não está garantida.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nova prova do Enem será realizado dia 15 de dezembro

Inep já identificou 2.817 candidatos que terão direito a novo exame, mas análise de atas continua

A data da nova prova do Enem é 15 de dezembro, uma quarta-feira. A data foi escolhida por não coincidir com outros vestibulares. Poderão fazer a prova os estudantes que não conseguiram trocar o caderno de provas amarelo, que tinha erros de encarte e trazia misturadas folhas da prova branca. Até agora mais de 2.800 candidatos nessa situação já foram identificados pelo Ministério da Educação. Eles serão convocados para a prova através de celular e email.

Veja abaixo nota do Inep.

O Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, comunica que as novas provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza para os alunos que foram prejudicados por erros de impressão nas provas realizadas no dia 6 de novembro passado, serão realizadas no próximo dia 15 de dezembro às 13 horas.


Informa ainda que segue o trabalho de análise reanálise das 116.626 atas dos locais de prova, com o objetivo de identificar os estudantes que, por algum motivo, não tenham substituído as provas com problemas de impressão. Foram identificados, até o momento, 2.817 estudantes, menos de 0,1% do total.

O INEP informa ainda que os alunos identificados serão  comunicados pelos meios habituais (e-mail, sms, e telefone). Também receberão um novo cartão de confirmação de inscrição com o local onde devem se apresentar.

Estes estudantes receberão declaração de comparecimento para justificar eventual ausência do ponto de trabalho após a prova. As normas de segurança do edital do ENEM-2010 são as mesmas para a realização desta nova prova, ou seja, os alunos devem se apresentar com uma hora de antecedência no local da prova, portando o novo cartão de inscrição (que estará disponível no portal do INEP) e um documento de identidade com foto, além de caneta esferográfica preta.

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Estudante é preso suspeito de pagar lua de mel em Fernando de Noronha (PE) com cartão clonado

Um estudante mineiro foi preso em Fernando de Noronha (PE) na tarde desta terça-feira acusado de pagar as despesas de sua lua de mel com um cartão clonado. A Polícia Civil de Pernambuco prendeu o homem dentro do avião que o levaria de volta à Minas Gerais --a mulher não sabia do crime. O débito no cartão supostamente fraudulento, de acordo com a polícia, foi de R$ 7.600.

De acordo com a polícia, o estudante de geografia, de 24 anos, e sua mulher estavam hospedados na pousada Maravilha havia oito dias. Nesta tarde, quando decidiu pagar as contas com o cartão de crédito, a gerência do local desconfiou do alto valor gasto e decidiu acionar a operadora do cartão.

A administradora, então, teria informado à pousada que a dona do cartão não estaria na ilha, mas em Belho Horizonte (MG). Com essa informação, a gerência acionou a Polícia Civil e passou as informações sobre o voo do casal.

Já no aeroporto da ilha, o estudante foi retirado de dentro do avião por policiais civis --que apreenderam com ele dois cartões supostamente clonados usados para o pagamento de alimentação e passeios de bug e barco. Hospedagem e passagem aérea, cujos valores chegaram a R$ 9,2 mil, teriam sido pagas a uma empresa turística mineira com cheques. Não há, porém, informações sobre a procedência desses cheques.

Após a prisão do marido, a mulher foi liberada. "Os cartões estavam apenas no nome do estudante e, segundo as informações da gerência da pousada, a mulher não participava dos pagamentos", disse Emanuel Serapião, delegado titular do 36º DP, em Fernando de Noronha.

O estudante irá responder por estelionato, cuja pena pode chegar a cinco anos. Ele está preso em Porto Seguro, mas a Justiça poderá transferi-lo ao Centro de Triagem de Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife.

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sábado, 20 de novembro de 2010

Aluna a tirar carteira em professor no paraná mais se pega

Aluna agride professor em sala de aula no Paraná

As cenas de violência aconteceram dentro de uma escola estadual, em Jacarezinho, no Paraná. A direção da escola informou que abriu investigação interna pra decidir se vai ou não punir a estudante.

Na escola, o assunto correu de boca em boca e de celular pra celular. Alunos mostram e falam que logo depois que aconteceu já foram distribuindo.

Casos de agressões dentro da escola costumam vir a público apenas por relatos das vítimas. Mas o de um colégio tem o reforço dramático de sons e imagens gravados com um celular por um aluno que estava no fundo da sala.

Imagens mostram o começo da discussão.

Professor -- fala como um bom ser humano!
Aluna -- você que é um cavalo, um jumento!

A aluna continua xingando o professor e, quando tudo parecia mais calmo, ela se levanta e atira a carteira em cima dele. O professor, de 47 anos, há 23 na profissão, diz que só havia pedido silêncio à aluna e que ela se exaltou. “Essa atitude não deve servir de exemplo”.

A aluna, de 17 anos, está no segundo ano do ensino médio e continua freqüentando as aulas. A direção da escola informou que abriu investigação interna pra decidir se vai ou não punir a estudante.

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Aluna de 17 anos ataca professor com cadeira em sala de aula de escola do Paraná

SÃO PAULO - Uma estudante de 17 anos atacou um professor dentro da sala de aula com uma cadeira em Jacarezinho, no Paraná. Ela arremessou a cadeira contra o professor de história após uma discussão na sala de aula do Colégio Estadual Rui Barbosa. A agressão foi filmada pela câmera de um celular de um aluno que estava na sala. Colegas da estudante consideraram a agressão absurda.

As imagens mostram o professor Mauro Cleto da Silva pedindo que a estudante se comporte.

- Aja como um ser humano - disse o professor.

- E a aluna responde.

- Você que é um cavalo e um jumento - responde ela, para em seguida atirar a cadeira contra o professor.

Ele colocou o pé na frente para não ser atingido.

O professor afirmou que apenas havia pedido que a estudante do segundo ano do ensino médio ficasse em silêncio.

O vídeo com as imagens da agressão foi colocado no site YouTube.

- Eu já tive aula com este professor e ele é calmo - diz outra aluna da escola, que condenou a atitude da estudante.

A aluna continua frequentando as aulas normalmente e a escola abriu uma sindicância para investigar o caso.

No Rio Grande do Sul, um aluno de enfermagem também agrediu a professora com cadeiradas. Ela teve os dois braços e dentes quebrados. O motivo da discussão seria uma nota baixa tirada pelo estudante. Ele teve a prisão preventiva decretada e está detido.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

AGU recorre da decisão que permite novo Enem para quem se sentiu prejudicado

A Advocacia-Geral da União recorreu na manhã desta quinta-feira da decisão que permite a aplicação de nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para todos os estudantes que se sentiram prejudicados pelas falhas encontradas no exame feito no início de novembro.

De acordo com o órgão, o recurso foi protocolado no TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), em Recife (PE). O governo defende que a nova prova seja aplicada apenas para os alunos que receberam provas com erro de impressão.

A decisão liminar que permitiu a prova para todos os que se consideram prejudicados foi tomada pela juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, acatando ao pedido do Ministério Público Federal do Ceará, que alegou que há tratamento "discriminatório" do MEC com parte dos alunos.

"Defiro parcialmente do MPF para o fim de determinar ao INEP seja aplicada prova substitutiva ao Enem 2010, a todos os candidatos prejudicados pela inversão da ordem do cabeçalho do cartão-resposta, bem como àqueles estudantes que fizeram o exame com o caderno de provas de cor amarela no dia 6 de novembro, as quais foram maculadas por erro de impressão e de montagem, desde que haja prévio requerimento administrativo no site próprio do Enem", afirmou a magistrada, em sua decisão.

A juíza já havia determinado a suspensão do Enem na semana passada. Mas o Ministério da Educação conseguiu derrubar a suspensão da prova logo depois, após recorrer ao TRF-5.

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Escolas de SP registram problemas com gabarito das provas do Saresp

Pelo menos 18 escolas do interior de São Paulo tiveram problemas na prova de ontem do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de SP). Segundo relatos de diretores da rede, alunos receberam gabaritos com uma numeração diferente da que havia no caderno de perguntas.

O erro pode fazer com que respostas corretas dos alunos sejam consideradas erradas, já que a prova pode ser de um tipo diferente do gabarito. Foram aplicados 26 tipos diferentes de avaliações.

A Secretaria Estadual de Educação afirma que o problema não afetou os alunos, pois foi percebido a tempo.

Com isso, os estudantes teriam sido orientados a escrever em um espaço em branco no gabarito, reservado para isso, a numeração correta da prova que fizeram.

Os diretores também puderam imprimir novos gabaritos, sem numeração, pelo sistema da secretaria. E orientaram os alunos a anotar no espaço em branco o número correto da prova.

A expectativa do Estado é que, nos dois dias de prova (ontem e hoje), 2,5 milhões de estudantes de escolas estaduais, municipais, particulares e técnicas participem da avaliação do governo. Desses, 1,7 milhão são da rede estadual de ensino.

Segundo a Secretaria da Educação, é com base nos resultados das provas que são traçadas "políticas públicas de aprimoramento da educação oferecida aos quase cinco milhões de estudantes das escolas públicas paulistas".

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Governo vai recorrer novamente de decisão da Justiça do Ceará sobre o Enem

Para o MEC, não há necessidade de mais estudantes refazerem o Enem

A AGU (Advocacia-Geral da União) vai recorrer da nova liminar concedida pela juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara da Justiça Federal do Ceará, divulgada nesta quarta-feira (17), que determina que todos os candidatos prejudicados poderão refazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), caso queiram.

Realizado em 6 e 7 de novembro, o Enem teve falhas no primeiro dia de provas - foram distribuídos cadernos com questões repetidas e páginas em branco, além de um erro na impressão da folha de respostas ter afetado todos os candidatos. O cabeçalho da folha foi invertido - onde deveria estar escrito ciências humanas, lia-se ciências da natureza e vice-versa.

A posição da Justiça cearense vai contra o que o Ministério da Educação sustentou desde o começo dessa nova crise do Enem: que apenas os candidatos prejudicados pelas provas amarelas refizessem o exame.

De acordo com a juíza, todos os vestibulandos que se sentirem lesados têm esse direito, pois não foram apenas algumas provas amarelas que tiveram falhas na impressão; todos os gabaritos foram impressos com a ordem invertida.

Para a AGU, a correção invertida dos gabaritos já é a resolução do problema. Segundo nota divulgada na noite desta quarta-feira, essa é “a medida mais justa para assegurar o direito aos alunos prejudicados, sem prejuízo daqueles que fizeram a prova regularmente, ou da apuração de outras ocorrências registradas em ata”.

A Advocacia-Geral da União justifica que os alunos eventualmente prejudicados podem requerer a correção invertida, através de requerimento eletrônico disponível no site do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) e afirma que existe a possibilidade de uma nova prova “para quem não teve o caderno de questões amarelo com falhas de impressão substituído pelos fiscais”.

Erros nas provas

Ainda nesta quarta, mais cedo, o ministro Haddad disse que a maior concentração de erros nas provas do Enem ocorreu na região Sul. Ele esteve em uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

- No caso da Cesgranrio, o lote de provas com erros de impressão teve uma concentração no Sul, provavelmente Paraná e Santa Catarina. [...] No Cespe, as provas são mais dispersas e quanto mais dispersas as provas, mais fácil foi a substituição.
Ele pondera, no entanto, que somente a partir da semana que vem será possível saber ao certo o número de estudantes prejudicados.
- Vamos ter um balanço de final de semana com o consórcio que, até lá, terá processado todas as informações [das salas de aula] e aí semana que vem deverá ser anunciado o processo de reaplicação.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Estudantes protestam contra o Enem em SP e no PR

 

Cerca de 200 estudantes participaram da manifestação em SP . Foto: Rahel Patrasso/Futura Press

O protesto começou por volta das 15h e não foram registrados incidentes
Foto: Rahel Patrasso/Futura Press

Cerca de 400 estudantes dedicaram o feriado desta segunda-feira para protestar contra os erros do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Boca Maldita, centro de Curitiba (PR). Em São Paulo, outros 200 jovens também protestaram contra as falhas do Enem e reivindicaram melhores condições no ensino nesta tarde na avenida Paulista.

Com os rostos pintados de amarelos, faixas e palavras de ordem, os integrantes do movimento estudantil de Curitiba criticaram a política de educação do País e chegaram a sugerir, em cartazes, a nomeação do deputado federal eleito por São Paulo Tiririca para o Ministério da Educação. "Pior que tá não fica", dizia o cartaz.

"Os erros primários na aplicação das provas do Enem e a forma como o governo vem tratando o caso, tentando minimizá-lo são o retrato do descaso com a educação nesse País", disse a estudante do Ensino Médio Joseane Ribeiro, 17 anos.

O protesto foi organizado pelos estudantes através da internet, nas redes sociais, após diversas manifestações de candidatos que se diziam prejudicados com a troca de gabaritos e as falhas de impressão na prova do Enem, além da fragilidade da segurança. "No anos passado, vazaram as provas e agora o exame é adiado. É hora de darmos um basta¿, disse o vestibulando Guilherme Castro Ferreira, 19.

Manifestação paulista
Segundo a Polícia Militar, o protesto em São Paulo começou por volta das 15h e não foram registrados incidentes.

A CET informa que o ato não prejudica o trânsito na Paulista, já que os manifestantes protestaram sob o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

O Enem, aplicado em 6 de novembro, chegou a ser suspenso e o gabarito só foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) na sexta-feira. Os estudantes prejudicados devem fazer nova prova, possivelmente no dia 4 de dezembro, informou o MEC nesta semana.

O Enem apresentou problema nos 21 mil cadernos de prova amarelos que continham erros de montagem e menos questões que o devido. A folha em que os estudantes marcaram as respostas das questões também apresentou falha -estava com o cabeçalho das duas provas trocado.

Com informações de Roger Pereira

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