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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mantega prevê crescimento do PIB em 5% no próximo ano

JULIANA ROCHA
DE BRASÍLIA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta quinta-feira que o crescimento econômico vai se desacelerar no ano que vem. Ele disse que sua previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2011 é de 5%.

Para este ano, a previsão de Mantega é de crescimento de 8%.

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Durante discurso no balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o ministro afirmou que o crescimento de 7,5% já está garantido. Mas no último trimestre o PIB deve crescer mais de 0,5% segundo o ministro.

Hoje, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que no terceiro trimestre do ano a economia registrou alta de apenas 0,5% frente aos três meses anteriores, mostrando uma desaceleração da atividade.

No terceiro trimestre, em relação a igual período em 2009, a expansão foi de 6,7%. Já no acumulado dos nove primeiros meses, a economia teve crescimento de 8,4% frente ao mesmo período do ano passado.Houve um forte crescimento do PIB após a crise, com expansão de 2,3% no primeiro trimestre e de 1,8% no segundo.

"O [crescimento do] PIB brasileiro é o segundo maior do mundo, só atrás da China. Nós passamos a Índia, que costuma ser a segunda", comemorou Mantega.

Ele acrescentou que o PAC foi importante para impulsionar o crescimento econômico.

INFLAÇÃO

O ministro da Fazenda comentou, ainda, que a inflação ficará dentro da meta no ano que vem. Ele admitiu que os preços estão subindo, mas explicou que a culpa é dos alimentos e da sazonalidade agrícola. E previu nova alta de preços nos dois primeiros meses de 2011 por causa do reajustes de matrículas de colégios e aumentos nos transportes.

Mantega ressaltou também que a taxa de investimentos na economia em 2010 é atingiu 19% do PIB. Ele estima que essa relação subirá para 20% no ano que vem.

Para o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, os investimentos poderão somar 23% do PIB até 2014. Apesar disso, ele prevê que os investimentos do governo federal (sem as estatais) não vão crescer mais do que os atuais 1,25% do PIB.



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