Depreciação do dólar frente ao real foi uma das reclamações de Dilma a Obama
Kevin Lamarque/Reuters
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A depreciação do real frente ao dólar e estratégias para evitar a contaminação de economias emergentes pelos reflexos da crise europeia foram algumas das preocupações abordadas no encontro entre a presidente Dilma Rousseff e seu colega norte-americano, Barack Obama, nesta segunda-feira (9), na Casa Branca, em Washington.
De acordo com Dilma, o desequilíbrio cambial no mundo afeta as economias de países emergentes, já que derruba o valor da produção interna que é vendida para fora. Com o dólar mais barato, as exportações brasileiras acabam sendo prejudicadas. Assim, segundo Dilma, os EUA têm responsabilidade em contribuir para a retomada do crescimento global.
Brasil e EUA se comprometeram a um maior engajamento para fortalecer o ambiente de negócios, aumentar o comércio e os investimentos bilaterais, melhorar a infraestrutura, reforçar o aumento de poder econômico das mulheres, encorajar a cooperação em energia e aviação.
O comunicado em conjunto divulgado pelos dois governos também diz que os presidentes discutiram uma maior colaboração no âmbito das instituições financeiras internacionais e, com a perspectiva da Cúpula do G-20 no México, para a redução dos desequilíbrios globais.
Ainda para fortalecer os escudos de ambos os países, Dilma e Obama discutiram a promoção da estabilidade e inclusão financeiras, e para a criação de condições para um crescimento robusto, sustentado e equilibrado.
Eles ressaltaram ainda a necessidade de aprofundar a reforma das instituições financeiras internacionais. Para eles, essas entidades devem “refletir as novas realidades econômicas”. E ressaltaram ainda “a importância de trabalharem conjuntamente nas reformas das cotas e da governança do FMI (Fundo Monetário Internacional)”.
O encontro debateu ainda pelo menos dez acordos de cooperação bilateral, nas áreas de ciência, tecnologia, energia e cultura, além de temas como a crise econômica internacional, a Conferência Rio+20 e questões de direitos humanos.
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