TRÍPOLI, 20 Out 2011 (AFP) -A seguir um resumo dos movimentos de contestação que provocaram as quedas dos regimes tunisiano, egípcio e líbio nos últimos dez meses no mundo árabe.
TUNÍSIA
No dia 17 de dezembro de 2010, a imolação de um jovem vendedor ambulante em Sidi Buzid detona o movimento de contestação. Em 14 de janeiro, o presidente Zine El Abidine Ben Ali se refugia na Arábia Saudita após 23 anos de reinado.
Ben Ali foi condenado a mais de 66 anos de prisão.
Uma Assembleia Constituinte, encarregada de redigir uma nova constituição, deverá ser eleita no dia 23 de outubro.
EGITO
O dia 25 de janeiro de 2011 marca o início das manifestações que mobilizaram milhares de pessoas, principalmente na Praça Tahrir no Cairo. Em 11 de fevereiro, Hosni Mubarak, no poder por 30 anos, renuncia e entrega o poder ao exército.
Aproximadamente 850 civis foram mortos durante a revolta.
O marechal Hussein Tantaui, chefe do Conselho Superior das Forças Armadas, assume a liderança do país. Eleições legislativas são previstas para o fim de novembro e uma eleição presidencial para 2012.
O julgamento de Mubarak, acusado de corrupção e assassinato de manifestantes, começou no dia 3 de agosto.
SÍRIA
O regime de Bashar al-Assad enfrenta uma contestação desde o dia 15 de março. Os militantes pró-democracia exigem a queda do regime e eleições livres.
Apesar das sansões e ameaças de intervenção estrangeira, o presidente sírio ignora os apelos internacionais pelo fim da repressão que fez, segundo a ONU, mais de 3.000 mortos.
A maior parte das correntes políticas de oposição ao regime de Damasco criou, no fim de agosto, o Conselho Nacional Sírio (CNS).
IÊMEN
Um movimento de contestação começou em 27 de janeiro para reclamar a saída de Ali Abdallah Saleh, no poder desde 1978. O regime enfraqueceu depois da deserção de parte do exército, tribos e de intelectuais. Contudo, Saleh se recusa a deixar o poder, apesar das intensas pressões regionais e internacionais.
A repressão já fez centenas de mortos.
JORDNIA
A Jordânia enfrenta desde janeiro um movimento que exige reformas políticas e econômicas, assim como o fim da corrupção.
Em 17 de outubro, o rei nomeou um juiz do Tribunal Internacional de Justiça, Aun Khassawneh, para o posto de primeiro-ministro.
BAHREIN
O país conheceu em meados de fevereiro manifestações por reformas políticas, organizadas pelos xiitas, maioria da população. Tropas essencialmente sauditas foram enviadas para ajudar a monarquia sunita a conter a revolta. A repressão matou cerca de 30 pessoas.
A tensão continua no país.
LÍBIA
Protestos contra o regime de Muammar Kadhafi explodem do dia 15 ao 19 de fevereiro de 2011 no Estado líbio. A contestação, reprimida violentamente, atravessa o país e se transforma em guerra civil. Em março, uma operação é lançada por Washington, Paris e Londres sob mandato da ONU, antes da Otan assumir o comando. Os rebeldes tomam o controle de Trípoli em agosto e Kadhafi entra na clandestinidade.
O líder derrubado é assassinado na quinta-feira em Sirte, sua terra natal e seu último reduto.
As novas autoridades são representadas pelo Conselho Nacional de Transição (CNT).
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