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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Brasileiros tentam fugir de confrontos na Líbia

MARCELO NINIO
ENVIADO ESPECIAL AO CAIRO

Onda de RevoltasA dificuldade em conseguir aviões fretados ou vagas em voos comerciais para deixar Benghazi deixou muitos dos 123 funcionários brasileiros da construtora Queiroz Galvão que vivem na cidade à beira do pânico.

Segundo um deles, que conversou com a Folha por telefone, a empresa prometeu retirar aqueles que não quiserem mais ficar na cidade e levá-los à capital, Trípoli, onde a situação é mais calma. Mas esbarrou na dificuldade de fretar um avião.

Pedindo para não ser identificado, o funcionário contou momentos de terror, em meio ao som de tiros que ouvia perto de sua casa.

O embaixador do Brasil em Trípoli, George Ney de Souza Fernandes, esteve ontem em Benghazi para ver de perto a situação dos brasileiros. "Estão nervosos, o que é natural numa situação de tensão, mas estão todos bem."

Logo depois do encontro, porém, a violência na cidade voltou a assustar os brasileiros. "Assim que o embaixador partiu, tudo recomeçou", contou o funcionário. "A coisa está preta. Posso ouvir tiros de metralhadora e até de canhão aqui na nossa rua."

Ele reclamou que a embaixada e a empresa não prestaram assistência suficiente aos brasileiros em Benghazi, mas reconheceu que outros países também tinham dificuldades para retirar seus cidadãos, dada a falta de vagas em voos comerciais e escassez de aviões fretados.

A Folha tentou contato com a empresa no sábado à noite, mas não conseguiu.

Benghazi é base para profissionais de diversas nacionalidades que trabalham em obras de seis cidades em construção nas redondezas. Além dos 123 brasileiros, a Queiroz tem ali 900 funcionários vietnamitas, 500 turcos e 38 portugueses.

O embaixador brasileiro disse que a empresa já deu início ao plano de retirada e que, dentro do possível, isso deverá ocorrer hoje.

O diplomata diz que, apesar da violência dos últimos dias, conseguiu pegar um voo comercial e encontrou Benghazi em relativa calma. "Não era um cenário de guerra. Havia pneus queimados e os restos dos protestos eram visíveis, mas a situação parecia sob controle." Há 500 brasileiros na Líbia, trabalhando para Petrobras e Odebrecht, além da Queiroz.



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