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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Wall Street finaliza 2009 com crescimento de 18,82%

Nova York, 31 dez (EFE).- Wall Street terminou 2009 com uma alta anual de 18,82% no Dow Jones Industrial, o que lhe permite deixar para trás os maus momentos vividos no primeiro trimestre, quando desceu a seu nível mais baixo em 12 anos.

O indicador, que inclui 30 das maiores empresas dos Estados Unidos, chegou ao fundo do poço no início de março, mas depois subiu com firmeza e conclui 2009 em 10.428,05 pontos, 1.651,66 mais que ao começo do ano.

Uma trajetória similar foi seguida pelo seletivo S&P 500 e pelo índice tecnológico Nasdaq, que em 9 de março fecharam em suas cotas mais baixas desde setembro de 1996 e outubro de 2002, respectivamente.

O S&P 500 conclui 2009 em 1.115,10 unidades, o que supõe uma alta anual de 23,45%, enquanto o Nasdaq finaliza em 2.269,15 pontos, 43,89% mais que no final de 2008.

A previsão de melhora econômica nos Estados Unidos, a estabilização do sistema financeiro e certo otimismo empresarial contribuíram este ano, encorajando as compras em Wall Street, enquanto os investidores não perdiam de vista as mudanças do dólar perante o euro e outras divisas.

No entanto, o Dow Jones acumula sua segunda pior década da história, com perdas de 9,3% em dez anos, enquanto o S&P desceu 24% e o Nasdaq 44%.

Além disso, as cotas em que fecham o ano o Dow e o S&P estão longe ainda dos máximos históricos de outubro de 2007, e, no caso do Nasdaq, de março de 2000.

No entanto, supõem um notável alívio em relação ao comportamento que tiveram em 2008, quando se viram sacudidos por uma severa recessão e uma crise financeira que fizeram cambalear os alicerces das economias mais avançadas.

O Dow perdeu 33,8% em 2008, seu pior ano desde 1931; o S&P 500 caiu 38,4% e o Nasdaq 40,5%, o que supôs o pior ano de sua história.

A American Express, com uma revalorização de 118%, foi o componente do Dow com melhor ano, com notável vantagem às outras três financeiras do índice, que também terminam 2009 com lucro.

O banco JPMorgan Chase subiu 32% e o Bank of America quase 7% em um ano no qual essas entidades e outros grandes bancos americanos devolveram os fundos públicos que receberam para superar a crise. A seguradora Travelers avançou 10%.

O banco Citigroup, um dos mais afetados pela crise creditícia e hipotecária, e que em junho foi substituído no Dow pela Travelers, teve por outro lado um ano desfavorável na bolsa, e caiu mais de 50% em relação a 2008.

No entanto, os US$ 3,31 dólares que custam no final de 2009 seus títulos supõem um respiro se comparados com os US$ 0,97 que chegaram a ser negociados no dia 5 de março.

Microsoft (56%) e IBM (55%) também fecham 2009 com uma forte alta no preço de suas ações, da mesma forma que Cisco (46%), Hewlett-Packard (42%) e Intel (39%), em um ano propício para as companhias tecnológicas.

Fora do Dow, a Amazon cresceu 162% no ano, enquanto a Apple se valorizou 147%. Em ambos os casos suas cotações alcançaram máximos históricos, enquanto o Google duplicou seu valor na bolsa.

O ano que termina também foi bom para as empresas de matérias-primas incluídas no Dow, com altas de 43% para Alcoa e 33% para a Dupont, assim como para outras empresas do setor industrial, incluindo a 3M (43%), Boeing (27%) e United Technologies (29%), enquanto a General Electric perdeu 6%.

Apesar do tom positivo de Wall Street, e da recuperação em outubro da cota de 10.000 pontos que o Dow Jones tinha perdido um ano antes, investidores e empresários ainda se mostram cautelosos e prudentes sobre o avanço conseguido e as expectativas para 2010.

"Embora haja sinais de melhora, sobretudo em vendas e investimentos, levará ainda algum tempo para que esses avanços se traduzam em mais postos de trabalho", afirmou o executivo-chefe da Verizon, Ivan Seidenberg, ao apresentar neste mês a última pesquisa realizado pela Business Rountable.

Essa associação agrupa diretores executivos das maiores empresas dos EUA, com um faturamento conjunto superior a US$ 5 trilhões e mais de 12 milhões de empregados.

Acrescentou que a perspectiva desses executivos quanto a vendas, investimento e emprego nos próximos seis meses "está alinhada com uma recuperação que se prevê lenta e desigual". EFE



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