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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Após violentos protestos, ministro da Justiça líbio renuncia

DA EFE, EM TRÍPOLI
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Onda de RevoltasO ministro da Justiça líbio, Mustafa Abdeljalil, apresentou nesta segunda-feira sua demissão em protesto "pela sangrenta situação" de seu país, afirmou o jornal eletrônico "Quryna", próximo a Seif el Islam Gaddafi --um dos filhos do ditador líbio, Muammar Gaddafi.

Abdeljalil, que confirmou sua saída em conversar por telefone com o jornal, explicou que tomou a decisão diante da "excessiva utilização de violência" contra manifestantes por parte das forças de ordem.

A demissão é a primeira de um alto funcionário do governo desde o início dos protestos, na semana passada, contra o governo de Gaddafi.

Sabri Elmhedwi/Efe
Ministro líbio da Justiça, Mustafa Abdeljalil, que renunciou após violentos protestos no país
Ministro líbio da Justiça, Mustafa Abdeljalil, que renunciou após violentos protestos no país

De acordo com o jornal, ao menos 61 pessoas morreram em Trípoli, cifra que também foi divulgada nesta manhã pela rede de TV Al Jazeera, que cita fontes hospitalares. Ontem, o filho de Gadaffi havia informado que ao menos 84 pessoas teriam morrido em Benghazi e outras 14 em El Beida.

A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) calcula que entre 300 e 400 pessoas foram mortas desde o início da rebelião. Mais cedo, a ONG sediada em Nova York Human Rights Watch (HRW) havia denunciado que ao menos 233 pessoas já morreram desde o início das manifestações populares.

Há seis dias, a Líbia vive manifestações diárias contra o governo. Os conflitos se agravaram desde o último final de semana. Há dificuldades de comunicação com a embaixada do Brasil em decorrência dos problemas de comunicação. A maioria dos telefones fixos na Líbia está impedida de fazer ligações para o exterior.

CAPITAL

Dezenas de pessoas foram mortas em Trípoli durante a noite quando os protestos contra o regime do ditador Muammar Gaddafi, há 42 anos no poder, chegaram à capital da Líbia pela primeira vez desde que a revolta começou, há seis dias. Jornalistas informaram que a sede central do governo, o prédio do Ministério da Justiça e o Parlamento estavam em chamas nesta segunda-feira.

Os protestos até agora estavam mais concentrados em cidades do leste do país, onde houve dura repressão. Segundo a ONG sediada em Nova York Human Rights Watch (HRW), ao menos 233 pessoas já morreram desde o início das manifestações populares.

A emissora de TV árabe Al Jazeera, citando fontes médicas, afirmou que 61 pessoas foram mortas nos últimos protestos em Trípoli.

Segundo a TV, forças de segurança estavam saqueando bancos e outras instituições governamentais na capital e que manifestantes invadiram diversas delegacias da cidade e as destruíram.

A FIDH afirmou nesta segunda-feira que manifestantes contra Gaddafi assumiram o controle de diversas cidades do país, entre elas Benghazi e Syrta, ao mesmo tempo em que os protestos chegaram à capital, Trípoli.

"Muitas cidades foram tomadas, principalmente no leste. Os militares estão debandando", declarou a presidente da FIDH, Souhayr Belhassen, citando principalmente Benghazi, reduto da oposição, e Syrta, cidade natal do coronel de Gaddafi.

DEMISSÃO DE DIPLOMATAS

A dura repressão aos protestos gerou uma onda de demissão de embaixadores líbios em diversos países.

O embaixador líbio na Índia, Ali al Issawi, disse à BBC que decidiu deixar o cargo em protesto contra o uso de violência por parte do governo e afirmou que mercenários estrangeiros foram mobilizados para atuar contra cidadãos líbios.

O embaixador da Líbia junto à Liga Árabe, Abdel Moneim al Honi, disse a jornalistas, no Cairo, que está se unindo à revolução. Outra baixa foi o embaixador líbio na China.

Países ocidentais expressaram preocupação com o aumento da violência contra manifestantes antigoverno na Líbia.

O chanceler britânico, William Hague, disse ter conversado com Seif al Islam por telefone e que lhe disse que o país deve começar um "diálogo e a implementação de reformas".



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