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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Dilma terá ministério com mulheres", diz coordenador de campanha

O presidente do diretório do PT em São Paulo e coordenador da campanha da presidente eleita Dilma Rousseff no Estado, Edinho Silva, afirmou que a petista deve ter ministérios com "muitas mulheres" em seu governo. Em entrevista ao Terra TV nesta segunda-feira (1), Edinho afirmou que a eleição de Dilma trouxe uma simbologia que deve mudar a mentalidade brasileira. "A partir de hoje ninguém pode dizer para uma mulher que ela não pode ocupar o cargo A, B ou C, ou aspirar um cargo na sua carreira. O cargo mais alto do País é ocupado por uma mulher. Dilma vai ter um ministério ocupado por mulheres e vai ajudar nessa simbologia no imaginário brasileiro, de uma mulher ocupar a presidência da República", garantiu.

De acordo com o presidente do diretório estadual do PT, a presidente eleita sabe da importância de sua eleição, e a forma que o pleito foi realizado no país leva os brasileiros para a construção da "maior democracia do mundo". "A Dilma é a primeira mulher eleita presidente da República. Ela está sucedendo um retirante nordestino. Poucos países do mundo tiveram a oportunidade de construir uma simbologia tão forte. Uma mulher que faz parte de uma geração de pessoas que foram perseguidas, mortas, por acreditarem em um país de igualdade e de oportunidades. (...) Com certeza nós teremos mulheres no ministério da Dilma, não tenha dúvida disso".

O político do PT também falou sobre a relação de oposição entre PT e PSDB em São Paulo e no Brasil. Na esfera federal, o PSDB está na oposição, enquanto na estadual é posição há 16 anos. "Temos que abrir um espaço, diálogo, urgente com a oposição. Temos que criar uma agenda para o Brasil e dialogar com a oposição. Estamos discutindo o Brasil. A oposição tem que ter sua identidade, seu espaço, isso é natural e saudável, é bom que aconteça. Mas devemos construir com ela uma agenda para o país, eu defendo isso imediatamente. (...) Nós devemos convidar, porque somos governo, e chamar o PSDB para criar uma agenda unificada", defendeu, dizendo que isso deve acontecer também em São Paulo.

"Se o governador eleito Geraldo Alckmin mandar para a assembleia um projeto valorizando educação, reorganizando segurança pública, repensando pedágios, por que iremos ser contra? Não tem porque ser contra. O PT é partido de oposição? É. Tem suas bandeiras, plataformas, mas podemos construir também uma agenda conjunta aqui em São Paulo. O que eu defendo em São Paulo, acho que o PSDB tem que fazer no Brasil", afirmou.



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