Proposta de reformulação da região da Cracolândia foi apresentada nesta quarta
O projeto preliminar da Nova Luz, região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo, deve priorizar a locomoção de pedestres e ciclistas. A proposta foi apresentada, na manhã desta quarta-feira (17), pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.
O projeto prevê a criação de bulevar, mais áreas verdes e ciclovias. A estrutura idealizada será composta por três eixos. O primeiro irá abranger a região da rua Vitória e deve ser voltado ao entretenimento, com a criação de um bulevar semelhante ao La Rambla, em Barcelona, na Espanha. O segundo eixo, na rua Timbiras, será voltado para o setor de tecnologia, com concentração de empresas da área. O último ficará na região da rua Triunfo e será voltado para área residencial, incluindo a criação de uma grande praça, que funcionará como espaço de convivência.
Segundo o secretário, as mudanças não devem influenciar no trânsito da área, já que nenhuma via será fechada. Porém, há previsão de alargamento das calçadas já que a prioridade será dada a pedestres e ciclistas. Bucalem ressaltou ainda que a região é bem servida de transporte público, o que seria mais um motivo para que a mudança não afete o tráfego de veículos na área.
José Bicudo, presidente da Cia City – que faz parte do consórcio de empresas que elaboraram o projeto -, disse que haverá um estudo sobre a ampliação das calçadas. Em alguns pontos, pode haver estreitamento da via e, em outros, a calçada deve avançar para a área dos prédios.
Sobre a situação dos atuais proprietários de imóveis comerciais e residenciais na região, o secretário Bucalem garantiu que eles terão espaço no novo projeto.
Consulta pública
A partir desta quarta-feira, a proposta de reformulação da região da Luz vai estar disponível na sede do consórcio para consulta pública. A sede fica na rua General Couto de Magalhães, 381, na Luz, centro de São Paulo. Também é possível fazer a consulta pelo site www.novaluzsp.com.br, que deve entrar no ar ainda nesta quarta.
A partir de agora, serão feitas reuniões com setores da sociedade pra aprimorar o projeto e uma audiência pública deve ocorrer em até dois meses. Após esse prazo, o consórcio se reúne novamente para concluir o projeto levando em conta as sugestões dadas e entregar à Prefeitura de São Paulo a proposta final. Só a partir daí, a prefeitura dará início a licitação da construção.
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