O comandante-geral da Polícia Militar do Rio pediu desculpas à população pelos policiais flagrados na madrugada desta quinta-feira em um Fox roubado na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Na ocasião, PMs do 17º Batalhão da Ilha foram recebidos a tiros ao tentar abordar o veículo. Houve troca de tiros e o cabo do 22º (Maré) Fabio Rodrigues Gonçalves morreu ao volante do carro irregular.
"Queria pedir desculpas a população do Rio por condutas desse tipo. Infelizmente uma pequena minoria se permite atirar numa vala podre onde se situam os criminosos", disse o comandante da corporação Mário Sérgio Duarte.
Somente após atingirem o motorista do Fox, os policiais do batalhão da Ilha do Governador perceberam que trocavam tiros com colegas de profissão, que estavam, inclusive, fardados. O cabo Gonçalves chegou a ser socorrido no Hospital Geral da PM, no Estácio (zona norte), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. Ele estava havia dez anos na corporação. Já o cabo Fábio Andrade da Silva, também do batalhão da Maré, foi preso em seu Peugeot dando suposta cobertura ao colega.
"Ele (Silva) disse que o colega o chamou para acompanhá-lo até a Ilha do Governador, onde pegaria o seu carro particular. Para investigar isso, será instaurado ainda hoje um IPM (Inquérito Policial Militar) e nele será constatado se houve ou não o crime ou facilitação para o crime", disse à Folha o comandante do batalhão da Maré, tenente-coronel Glaucio Moreira.
AFASTADOS
De acordo com a PM, o cabo Silva prestou depoimento na 1ª DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar) e será levado preso para o Bep (Batalhão Especial Prisional), em Benfica (zona norte), no final da tarde desta quinta-feira. Outros nove policiais do batalhão foram detidos administrativamente para prestar esclarecimentos sobre uma suposta cobertura.
A Polícia Militar informou que os dois cabos suspeitos realizaram ronda de rotina na rua, voltaram para o Batalhão da Maré, onde deixaram o veículo da polícia, e seguiram no carro particular de um deles para a Ilha do Governador. Ainda segundo a polícia, chegando a uma localidade conhecida como Moneró, eles pegaram o veículo roubado e retornavam ao 22º Batalhão (Maré), quando o carro irregular foi identificado por policiais do 17º Batalhão da Ilha do Governador.
O setor de inteligência da PM também investiga se uma quadrilha de assaltantes agia com os policiais. Seguradoras de veículos também podem estar envolvidas no caso. O porta-voz da corporação, tenente-coronel Henrique Lima Castro, negou que haja participação de empresas.
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