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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bruno fala pela primeira vez sobre o caso Eliza Samúdio em audiência

Em seu depoimento, Bruno deu detalhes sobre a viagem de seu amigo Luiz Henrique Romão

O goleiro Bruno de Souza afirmou na manhã desta quinta-feira, em depoimento à juíza Marixa Fabiane, do Tribunal do Júri de Contagem (MG), que não respondeu aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso do sumiço de Eliza Samudio porque as investigações são baseadas em mentiras contadas por seu primo adolescente. "Eles (delegados) entraram na onda do que o J. falou. Queriam que eu inventasse uma história em cima do que ele falou", disse.

Questionado se o delegado Edson Moreira o teria torturado durante as investigações, o goleiro negou que tenha sido agredido, mas afirmou sentir-se ameaçado pelas palavras do policial.

A juíza Marixa Fabiane questionou o jogador se ele pretendia falar a verdade sobre o caso. "Quaresma disse que o senhor (Bruno) ficaria preso uma semana. Depois, o Quaresma disse que nenhum cliente dele ficaria preso mais que 100 dias. O senhor está preso há mais de 120 dias. O senhor sabe que estão presos alguns amigos de infância, sua ex-mulher, sua ex-namorada. O senhor está disposto a declarar as verdades dos fatos?", perguntou. "Somente a verdade, excelência", respondeu o goleiro. "Foi você quem salvou a vida do Bruninho (filho de Eliza)?", questionou a juíza. "Em momento algum a vida do Bruninho ou da Eliza esteve em perigo, pois eles estavam sob os meus cuidados", disse Bruno.

Em seu depoimento, Bruno deu detalhes sobre a viagem de seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Eliza do Rio de Janeiro a Minas Gerais. "No dia 4 de junho, o Macarrão pegou o carro dele no Hotel Windsor, onde estava concentrado, para resolver um problema. No outro dia, um sábado, Macarrão voltou e falou que iria levar a Eliza para Minas Gerais", disse o jogador.

Ainda segundo Bruno, após perguntar a Macarrão o motivo da viagem, o amigo disse que depois responderia. "Eu falei 'tudo bem', mas fiquei pensando muito naquilo. Achei estranho, tanto que não me concentrei direito e por isso fui mal no jogo entre o Flamengo e o Goiás, no dia 5", disse.

Ao responder à juíza sobre seus dados pessoais, Bruno disse ter "duas filhas e possivelmente um outro filho". Questionado sobre quem seria o possível filho, o atleta respondeu: "o Bruninho".

Antes do depoimento, o advogado de Bruno, Ércio Quaresma, informou que o jogador responderia apenas às perguntas da juíza, negando-se a prestar esclarecimentos ao Ministério Público, aos assistentes de acusação e aos advogados de sua mulher, Dayanne de Souza, e seu primo, Sérgio Rosa Sales, o Camelo.

Quaresma afirmou que não permitiu que Bruno respondesse às perguntas porque os advogados de Dayanne e Sérgio não deixaram que seus clientes respondessem a suas perguntas.

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